Várzea Grande retoma cirurgias eletivas ortopédicas em busca de zerar fila

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Mesmo em plena pandemia da COVID-19, a Saúde Pública em Várzea Grande avançou ao retomar, em maio deste ano, através do Hospital Pronto Socorro Municipal, as cirurgias eletivas ortopédicas, aquelas que não são de urgência e emergência.

Isto só foi possível com a abertura da Maternidade Francisco Lustoza de Figueiredo, que recebeu a Rede Cegonha, já que a maternidade funcionava dentro das dependências do Hospital Pronto Socorro Municipal, e a contratação de cinco cirurgiões e sete anestesistas para realizarem as cirurgias ortopédicas eletivas consideradas de média e alta complexidade, que se encontravam represadas justamente por causa do momento vivenciado em todo o Mundo com a COVID-19.

“Estamos avançando em Várzea Grande, não apenas no combate a pandemia da COVID-19, mas em toda a saúde pública, pois temos encontrado respaldo, primeiramente, em nossos profissionais da área médica e, depois, em outras esferas do Poder Público do Estado, como a Assembleia Legislativa e o Governo de Mato Grosso”, disse o prefeito Kalil Baracat, sinalizando que pretende continuar investindo mais do que o constitucionalmente estabelecido, que é de 15% das Receitas Correntes Reais.

Várzea Grande investe anualmente quase o dobro do previsto em lei, atingindo uma média de 28%.

Com a realização de 40 procedimentos por semana, as cirurgias eletivas, aquelas não emergenciais, a demanda de 361 solicitações registradas até maio já vem reduzindo progressivamente a fila. Deste total, já foram realizadas 216 cirurgias, e a previsão é de que, até o final de agosto ou início de setembro, a fila de espera esteja zerada para procedimentos já agendados, sem com isto deixar de atender as ocorrências de urgência e emergência.

O secretário municipal de Saúde, Gonçalo de Barros, explicou que esta ação de zerar a fila de ortopedia de Várzea Grande é exclusiva da Administração Municipal e é realizada com recursos próprios do Tesouro Municipal e servidores da Saúde Pública Municipal.

“Com a Pandemia, os hospitais referências da Rede SUS de Mato Grosso, que atendem a Região Metropolitana com cirurgias ortopédicas eletivas, pararam de atender os pacientes de diversas cidades de Mato Grosso de outros estados vizinhos e até mesmo países, pois se tornaram referência para atendimento a Covid-19, como a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital Estadual Metropolitano. Várzea Grande já estava com filas acumuladas, então resolvemos nos reorganizar e reestruturar o Hospital e Pronto Socorro. Tiramos a Rede Cegonha de dentro da unidade, e transferimos ela para um novo local, o Hospital Materno Infantil (antigo São Lucas), o que possibilitou a abertura de um novo centro cirúrgico, dentro do Pronto Socorro, para a retomada destas cirurgias. A meta é zerar esta antiga fila e continuar atendendo as demandas espontâneas que surgem todos os dias, em consequência de quedas, acidentes de motocicletas e automóveis, entre outros casos , sendo a unidade hospitalar porta de entrada às urgências e emergências na Rede SUS, sem nenhum custo para os pacientes”, informou o secretário.

Gonçalo de Barros explica que o município passou a oferecer um serviço com maior qualidade e resolutividade, frente às demandas da cidade em ortopedia que hoje se trata da maior especialidade que exige intervenções cirúrgicas, tanto eletivas quanto de urgência e emergência. ”O resultado também é fruto da contratação de profissionais das áreas de ortopedia, que tivemos que contratar mais 5 especialistas e 7 anestesiologistas, que somados aos profissionais do Pronto Socorro articularam-se em torno dessa causa. Podemos considerar que o ‘Mutirão da Ortopedia’ está sendo realizado com muita responsabilidade, transparência e atendimento humanizado, pois o que o prefeito Kalil Baracat nos cobra insistentemente é o atendimento humanizado às pessoas e resultados positivos”, disse.

Gonçalo de Barros lembra que, dessa forma, o Hospital e Pronto Socorro cumpre o seu papel com eficiência dentro da Rede de Atenção à Saúde. “O que é uma realidade também em relação aos casos de urgência e emergência de cirurgias gerais, onde os pacientes que buscam a porta do Hospital Pronto Socorro são atendidos. Essa ação da ortopedia de zerar a fila propicia que a unidade possa atender de forma mais célere os casos novos que vão chegando para esta especialidade”, disse.

O médico ortopedista Marcelo André, que realiza cirurgias em Várzea Grande, lembrou que a Rede Cegonha passa a ter prioridade quando instalada dentro do Hospital Pronto Socorro. “É rotina médica que entre uma cirurgia eletiva e um parto ou cesariana, esta tenha prioridade, então quando a rede Cegonha foi transferida para a nova Maternidade Municipal, passamos a ter maiores e melhores condições de atender aqueles que estavam em fila de espera por cirurgias eletivas ortopédicas, que mesmo não sendo de urgência e emergência, provoca desconforto, dores e até mesmo limita a atuação das pessoas”, disse o ortopedista, reconhecendo os avanços conquistados pela saúde em Várzea Grande.

O gestor da Pasta da Saúde destaca ainda que para esta Ação do “Mutirão Ortopédico” contou com o total apoio do prefeito Kalil Baracat, que não mede esforços em fortalecer e avançar ainda mais nas ações de Saúde, consideradas importantes para o bem-estar da população várzea-grandense.

“Ficamos felizes com esse resultado de já termos realizado 216 cirurgias, faltando 145, que já estão programadas, e tem data para finalizar. Uma boa ação para a Rede SUS do município, uma vez que a unidade continua exercendo o papel estratégico de atuação, tendo sua missão articulada com toda a Rede Estadual de Saúde”, ressaltou, lembrando que não só são os várzea-grandenses que estão sendo atendidos e sim os pacientes da Rede SUS da baixada cuiabana, que deram entrada na unidade hospitalar.