Polícia prende homem que estuprou e matou a própria enteada de 3 anos

Polícia prende homem que estuprou e matou a própria enteada de 3 anos

A Polícia Civil prendeu em flagrante, no último domingo (3), um homem de 24 anos suspeito de estuprar e causar a morte de sua enteada, uma criança de apenas 3 anos de idade, em Primavera do Leste (234 km de Cuiabá). A investigação foi iniciada após o Conselho Tutelar acionar a delegacia local sobre o óbito da menina, que deu entrada em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) apresentando sinais visíveis de violência sexual.

O exame realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmou a presença de lesões graves nas partes íntimas da vítima, fundamentando a autuação do suspeito pelo crime de estupro de vulnerável qualificado pelo resultado morte.

Os investigadores da Delegacia do município apuraram que a criança ficava sob os cuidados diretos do padrasto em determinados períodos do dia, enquanto a mãe saía para trabalhar.

Durante as diligências na residência da família, os policiais civis localizaram diversos indícios que reforçaram a suspeita de abuso, incluindo medicamentos e produtos de uso sexual, como gel lubrificante, além de manchas do produto encontradas na cama.

A apuração inicial indicou ainda que poucas pessoas tinham acesso à casa, o que restringiu o círculo de suspeitos ao ambiente doméstico.

O suspeito foi conduzido à unidade policial, teve a prisão em flagrante ratificada e foi colocado à disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil destacou que os itens encontrados no imóvel foram fundamentais para correlacionar o comportamento do agressor à situação de vulnerabilidade em que a menina se encontrava.

Embora o padrasto tenha sido o foco principal da ação imediata, o inquérito policial segue em andamento para apurar se houve outras responsabilidades no contexto familiar. A Polícia Civil investiga agora a conduta da mãe da vítima para verificar a ocorrência de eventuais crimes de maus-tratos, negligência ou omissão imprópria em relação à segurança da filha.

O trabalho dos investigadores visa esclarecer se os abusos eram recorrentes e se havia sinais prévios que deveriam ter sido identificados pelos responsáveis pela guarda da menor. (HNT)