Padrasto nega morte de enteada em MT; PM encontra lubrificante sexual na casa (vídeo)
Wanderson Cândido Silva afirmou em depoimento à Polícia Civil que não abusou sexualmente nem matou a enteada de 3 anos em Primavera do Leste (240 km de Cuiabá). Ele foi preso na madrugada de domingo (3).
A ocorrência veio à tona após o Conselho Tutelar ser acionado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. A equipe médica informou que a criança deu entrada na unidade já sem vida, com sinais de violência pelo corpo.
Segundo a polícia, o suspeito teria feito uma chamada de vídeo para a mãe da criança, afirmando que ela não acordava. A mãe relatou que estava no trabalho, retornou para casa e levou a filha para atendimento médico.
Na UPA, as equipes tentaram reanimar a vítima, mas sem sucesso. Durante os procedimentos, foram identificados hematomas e lesões compatíveis com abuso sexual.
Durante as investigações, a polícia esteve na casa da família, localizada no Bairro Primavera III. No local, os investigadores encontraram um ambiente considerado insalubre, com comida estragada e condições precárias.
Ainda conforme a polícia, outros elementos reforçam a linha investigativa de violência sexual, incluindo sangue na roupa íntima da criança e manchas em lençóis. Ao ser questionado sobre as marcas, Wanderson negou ter conhecimento e alegou que não cometeu nenhum crime contra a própria filha.
“Quando ela pede para dormir com nós, nem eu deixava. Não pode dormir com a gente. Eu nunca fiz nada com a minha filha, nunca tive coragem de fazer isso”, disse.
De acordo com o delegado Honório Neto, a residência onde a criança foi encontrada é considerada insalubre. Além disso, na casa também foi encontrado um sachê lubrificante que, segundo Wanderson, teria sido usado por ele com a companheira. “Na residência, constatou-se um ambiente totalmente insalubre e impróprio para a criança.E, além disso, dentro desse imóvel ali, os investigadores e o perito encontraram em um dos quartos daquele imóvel, material ali que possa indicar, robustecer essa prática possível, praticamente, de crime sexual, que foi um lubrificante, um sachê de lubrificante descartado ali, um sachê assim pequeno, demonstrando que teria sido feito um uso recente”, pontuou o delegado. (Folhamax)
Veja vídeo:
