
O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) formou maioria para manter a cassação da vereadora de Diamantino (a 182 km de Cuiabá), Monnize da Costa Dias Zangeroli (União Brasil), em ação que apura compra de votos, caixa dois e abuso de poder econômico nas eleições de 2024.
O processo também envolve o pai dela, Éder de Moraes Dias, apontado no julgamento como o principal articulador das irregularidades.
No recurso, o relator, juiz-membro Raphael de Freitas Arantes, votou para manter as punições contra Éder, mas absolveu Monnize por entender que não há provas suficientes da participação direta dela no esquema.
A divergência foi aberta pelo juiz Jean Bezerra, que defendeu a manutenção da cassação da vereadora e a exclusão da multa aplicada a Éder no ponto relacionado à compra de votos, já que ele não era candidato.
Acompanharam a divergência o juiz Luiz Otávio Marques e a juíza federal Juliana Maria da Paixão Araújo. A presidente da sessão, desembargadora Serly Marcondes, também antecipou o voto, formando maioria no colegiado pela manutenção da cassação de Monnize.
Já o desembargador Marcos Machado acompanhou o relator e votou contra a cassação da parlamentar. Com isso, o placar ficou em 4 votos a 2 pela cassação.
O julgamento, porém, não foi concluído porque o juiz-membro Pérsio Oliveira Landim pediu vista dos autos para apresentar voto por escrito. Assim, a análise foi suspensa, embora o TRE já tenha maioria provisória para manter a perda do mandato. (Repórter MT)




