Secretário adjunto é exonerado após denúncia de violência contra ex-esposa em MT
O secretário adjunto de Esportes e Lazer de Rondonópolis, Reydner Roberto Souza e Silva, sobrinho de Ananias Filho, presidente estadual do PL, foi exonerado do cargo após se envolver em uma ocorrência de violência doméstica registrada na madrugada desta segunda-feira (8). Ele é acusado de violência psicológica, ameaça e injúria contra a ex-esposa, de 49 anos.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma situação em um condomínio residencial da cidade. No local, o porteiro informou que Reydner chegou ao prédio aparentemente embriagado e tentou entrar no apartamento da ex-companheira, mesmo após ter sido informado de que seu acesso havia sido bloqueado por determinação da moradora.
Reydner teria forçado a entrada no condomínio, batido contra a porta de vidro da portaria e ameaçado o funcionário do local. Em seguida, seguiu para o apartamento da vítima sem autorização.
Quando os policiais chegaram ao imóvel, encontraram o suspeito no local. Conforme o registro, havia fotografias rasgadas espalhadas pela sala. Questionado sobre o paradeiro da mulher, ele informou que ela estava trancada em um dos quartos.
Os militares tentaram contato com a vítima diversas vezes, mas não obtiveram resposta. Diante da situação, foi solicitada a presença de uma representante do condomínio para auxiliar na abertura do cômodo. Ao conseguirem acesso ao quarto, os policiais encontraram a mulher sonolenta devido ao uso de medicamentos calmantes, mas sem sinais aparentes de agressão física.
Mesmo debilitada, a vítima confirmou aos policiais que havia proibido a entrada do ex-companheiro no apartamento. Ela também relatou que os desentendimentos entre o casal costumavam ocorrer quando ele consumia bebidas alcoólicas, embora nunca tivesse sido agredida fisicamente.
Reydner foi encaminhado à delegacia para as providências cabíveis. No entanto, horas depois, uma nova ocorrência foi registrada. Conforme relato da vítima, ao deixar a delegacia, o suspeito retornou ao imóvel e voltou a fazer ameaças e ofensas.
A mulher afirmou aos policiais que foi chamada de “vagabunda” e ameaçada de morte. Ela também relatou que o ex-companheiro teria dito que tiraria a filha do casal de seu convívio.
A vítima contou ainda que a discussão teria começado após uma troca de mensagens com o pai de sua filha, fato que teria provocado ciúmes e motivado os conflitos entre o casal.
Diante das novas denúncias, os envolvidos foram novamente conduzidos à delegacia para continuidade dos procedimentos policiais.
Após a repercussão do caso, a Prefeitura de Rondonópolis publicou a exoneração de Reydner Roberto Souza e Silva do cargo de secretário adjunto de Esportes e Lazer.
PREFEITURA SE MANIFSTA
Em nota oficial, a Prefeitura de Rondonópolis informou que a exoneração foi publicada ainda na segunda-feira (8), após a administração municipal tomar conhecimento das ocorrências policiais envolvendo o servidor. Segundo a gestão municipal, a medida foi adotada em respeito aos princípios da ética, da responsabilidade e da transparência na administração pública.
A prefeitura ressaltou ainda que o caso será apurado pelas autoridades competentes e que aguardará os esclarecimentos decorrentes das investigações.
Confira a nota na íntegra:
“A Prefeitura de Rondonópolis informa que, nesta segunda-feira (08), foi publicada a exoneração do sr. Reydner Roberto Souza e Silva do cargo de Secretário Municipal Adjunto de Esportes e Lazer.
A medida foi adotada após a administração tomar conhecimento de ocorrências policiais registradas nesta data envolvendo o servidor.
A Prefeitura reafirma seu compromisso com os princípios da ética, da responsabilidade e da transparência na gestão pública.
Por se tratar de caso que será apurado pelas autoridades competentes, a Prefeitura aguardará os devidos esclarecimentos.”
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.
A reportagem do HNT tentou contato com Reydner Roberto Souza e Silva para que ele se manifestasse sobre as acusações e a exoneração do cargo. No entanto, até a publicação desta matéria, não houve retorno. (HNT)