População cuiabana é contra o fim do VLT, diz enquete da Gazeta

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Próximo do fim do ano, uma notícia movimentou o cenário político para fechar 2020 com “chave de ouro”. O governador Mauro Mendes (DEM) anunciou o fim do Veículo Leve Sob Trilhos (VLT) no dia 23 de dezembro, sendo substituído pelo Bus Rapid Transit (BRT).

As obras do VLT, um eterno imbróglio para a população cuiabana, que não chegou a ver nem os vagões, passaram por dois anos de análise. Mendes então decidiu por encerrar as obras, vender os vagões e trocar pelo BRT. Ele move ação contra o Consórcio VLT para indenização por conta dos prejuízos devidos aos investimentos feitos na obra inacabada.

Diante da troca, que gerou grande polêmica, o site Gazeta Digital questionou aos leitores: “Governador Mauro Mendes anunciou o fim das obras do VLT e promete implantar o BRT em Cuiabá e VG, você é contra ou a favor?”.

O resultado demonstrou que a maioria não concorda com a mudança. De acordo com a enquete, divulgada no último sábado (26), 67% dos leitores “são contra acabar com o VLT, até porque a obra já gastou muito dinheiro público”.

Em seguida, 19% se questionaram “como o governo vai conseguir recursos para implantar o BRT, já que haverá disputa judicial?”. Por fim, apenas 14% responderam que “antes da decisão, o governador poderia ter procurado parceria com a iniciativa privada”.

Cerca de R$ 92 milhões serão jogados fora pelo governo do Estado com a decisão de trocar o VLT pelo BRT, segundo informações da própria Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT), em parecer sobre o modal.

O recurso não será recuperado mesmo se a Justiça decidir condenar o Consórcio VLT na ação movida contra a empresa e que pede ressarcimento de R$ 683 milhões aos cofres de Mato Grosso.

Isto acontecerá porque parte do recurso desembolsado pela Caixa Econômica Federal (CEF), cerca de R$ 775 milhões, foi aplicado somente em estruturas que só podem ser utilizadas pelo VLT. A mudança do modal, portanto, fará com que este valor se torne completamente inútil, conforme divulgado por A Gazeta na edição do dia 30 de dezembro.

O modal já recebeu mais de R$ 1 bilhão de investimento e foi abandonada há 6 anos. O projeto fazia parte do pacote de obras da Copa do Mundo de 2014, que teve jogos em Cuiabá.

Fonte: Gazeta Digital