Pai de aluno acusado de invadir bloco da UFMT e ameaçar estudantes é policial federal
O pai de um aluno do curso de Engenharia Civil, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que invadiu o campus de Cuiabá para ameaçar estudantes é policial federal da ativa. Ele teria ido até o bloco do curso de seu filho, que foi suspenso por estar envolvido na elaboração de uma “lista de estupráveis” na instituição.
Três estudantes foram abordados e ameçados na manhã da última quarta-feira (13), e segundo relato de um deles, o homem teria dito que “se o filho dele não se formasse, os demais também não se formariam”. Como medida de segurança, a Universidade suspendeu as aulas presenciais do curso, que seguem de forma remota. Os estudantes foram até a Polícia Civil para denunciar a ameaça.
Conforme publicado pelo RD News, o caso teve início quando o Centro Acadêmico de Direito (Cadi) denunciou a circulação de mensagens em aplicativos em que estudantes planejavam a criação de uma lista classificando alunas ingressantes como “estupráveis”. Também foram identificadas declarações explícitas sobre a intenção de “molestar” colegas.
Dois estudantes foram suspensos, incluindo um do curso de Direito, e o caso foi encaminhado à Comissão de Processo Disciplinar Estudantil.
O caso gerou revolta tanto na comunidade acadêmica quanto na comunidade externa. O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) chegou a se manifestar sobre o caso, classificando-o como “retrato da imbecilidade”.
De acordo com a Polícia Civil, o pai do estudante do curso de Engenharia Civil também registrou um boletim de ocorrência contra os estudantes abordados. Segundo ele, seu filho estava sendo ameaçado, o que teria motivado a ida até o bloco do curso.
A PJC ainda informou que o policial já foi intimado para depor, mas ainda não compareceu à Delegacia. As investigações não foram concluídas e seguem em fase de oitiva de testemunhas. (RD News)
