MPT notifica hospital de Cuiabá após denúncias de assédio eleitoral

MPT notifica hospital de Cuiabá após denúncias de assédio eleitoral
Hospital de Cuiabá tem 48h para atender exigências do Ministério Público do Trabalho. — Foto: Reprodução

O Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso (MPT-MT) notificou o Hospital Santa Rosa, de Cuiabá, para que cumpra uma série de exigências para garantir aos funcionários o livre exercício do voto e impedir casos de assédio eleitoral na unidade, que é particular. As informações são do G1.

A notificação veio depois de denúncia protocolada por uma vereadora do município, que disse ter recebido diversas denúncias relacionadas a situações de coação e ameaça por parte da direção do hospital para que votem no candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PL).

Em nota, o hospita informou que cumpriu a recomendação do MPT, apesar de não existir nenhuma evidência da conduta denunciada. Reafirmou, ainda, o compromisso com a regularidade do processo eleitoral, o voto secreto e a liberdade de escolha de candidatos por todos os cidadãos.

As vítimas seriam “médicos e demais funcionários com orientação política diversa da defendida pela empresa”, cita o ofício do MPT-MT, assinado pelo procurador do Trabalho, Bruno Choairy Cunha de Lima.

Por isso, justificando a proximidade do segundo turno, que será realizado no domingo (30), o MPT recomendou que a instituição divulgue internamente, por correspondência, áudio ou mensagem eletrônica, mensagem reafirmando que o voto direto e secreto é um direito fundamental.

A instituição de saúde também não deve mais ameaçar, constranger, induzir ou orientar empregados, terceirizados, estagiários, aprendizes ou mesmo quem busque trabalho no local a votar em determinado candidato, bem como oriente trabalhadores a reproduzir tal conduta. Também não deve obrigar ou pressionar os colaboradores a participar de atividades e manifestações políticas em favor ou desfavor de qualquer candidato.

A comprovação de que as medidas foram cumpridas devem ser informadas em documento ao MPT, sob pena de abertura de Ação Civil Pública.

Fonte: G1 MT