O cacique Kuiussi Khisêtjê, uma das principais lideranças do povo Khisêtjê e sobrinho do líder indígena Raoni Metuktire, morreu na sexta-feira (3), aos 80 anos. A causa da morte não foi divulgada. Instituto Raoni lamentou a morte da liderança indígena.
Em nota, a entidade afirmou que o cacique Kuiussi dedicou a vida à defesa do povo Khisêtjê, do território indígena Wawi e dos direitos dos povos originários. A Terra Indígena Wawi fica em Querência (945 km a Nordeste de Cuiabá), a Leste do Território Indígena do Xingu.
De acordo com o intituro, Kuiussi dedicou sua trajetória à defesa de seu povo, de seu território, dos direitos dos povos indígenas e da preservação dos costumes, saberes e tradições Khisêtjê.
“Sua caminhada foi marcada pela coragem, pela sabedoria e pelo compromisso permanente com a proteção da vida, da cultura e das futuras gerações”, diz trecho de comunicado publicado nas redes sociais. O instituto destacou legado do cacique.
A entidade afirmou ainda que a trajetória de Kuiussi Khisêtjê seguirá inspirando as novas gerações na defesa dos territórios, da cultura e dos direitos dos povos indígenas.
“Seu legado permanecerá vivo na memória de seu povo e seguirá inspirando as novas gerações na defesa dos territórios, da cultura e dos direitos indígenas”, afirmou.
Khisêtjê era sobrinho Raoni Metuktire, conhecido como Cacique Raoni.
O defensor emblemático da floresta amazônica de 94 anos permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), após apresentar um quadro de hemorragia digestiva alta, segundo informou o Hospital São Paulo, da Unifesp.
Ele está “consciente e estável”, diz o boletim.
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