Lula: ‘Não podemos aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comanda, nesta quarta-feira (3/6), a segunda reunião ministerial do ano, em meio à preparação para a campanha de reeleição e às ameaças de novas tarifas pelo governo dos Estados Unidos (EUA), liderado por Donald Trump.
Na abertura da reunião, o petista criticou as recentes medidas impostas pela gestão Trump contra o Brasil e afirmou que o país não pode ser tratado como “republiqueta insignificante”.
“Nós somos muito grandes. Nós temos muita história e nós não podemos aceitar o tratamento que os EUA deram ao Brasil nesta semana. Não é possível”, frisou o titular do Palácio do Planalto.
Lula também ressaltou que o governo se manteve aberto a negociar com a Casa Branca e relembrou o encontro com Trump, em Washington, no dia 7 de maio. Ele disse que saiu da reunião “convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos” e foi pego de surpresa com o anúncio da possibilidade de novas tarifas.
Durante a abertura, o chefe do Executivo ainda fez críticas, sem citar o nome do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por supostamente articular ações contra o Brasil.
Por fim, o presidente também fez um apelo aos membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) pelo fim dos conflitos mundiais.
