Homem e mulher morreram em intervalo de 5 e 19 dias após tomar vacina do Butantan

Homem e mulher morreram em intervalo de 5 e 19 dias após tomar vacina do Butantan
Ministério da Saúde suspende imunização de forma preventiva Foto: Reprodução/Butantan

Os três casos graves que motivaram a investigação sobre a vacina contra a dengue do Instituto Butantan, incluindo dois óbitos, foram registrados em profissionais da atenção primária à saúde. O dado foi confirmado pelo Ministério da Saúde, que anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária e preventiva da campanha de vacinação com o imunizante em todo o território nacional.

Até o momento da interrupção, o Governo Federal contabilizava a aplicação de aproximadamente 500 mil doses do imunizante no país. Ao longo desse período de monitoramento, foram notificadas 42 ocorrências de reações adversas graves com suspeita de associação direta à vacina fabricada pelo laboratório paulista.

Dentre os episódios sob análise detalhada, três evoluíram para quadros clínicos críticos. O primeiro histórico envolve uma profissional de 39 anos que manifestou febre, dores musculares e náuseas seis dias após a aplicação. O quadro progrediu para dengue grave com choque, exigindo internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas a paciente já recebeu alta médica.

As outras duas notificações referem-se aos óbitos suspeitos. Uma das vítimas é uma mulher de 48 anos que, 19 dias após receber a dose, desenvolveu a forma grave da doença combinada com complicações neurológicas e meningoencefalite. O segundo óbito foi de um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após a imunização, evoluindo de forma acelerada para choque refratário decorrente de dengue grave. (Repórter MT)