Em depoimento à polícia, médico relata choque ao ver estado da criança de 3 anos estuprada e morta
O médico que atendeu a menina de 3 anos, que chegou morta à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Primavera do Leste (243 km de Cuiabá), afirmou em depoimento à polícia que a vítima que morreu no dia 1º de maio apresentava sinais claros de maus-tratos e violência sexual. Segundo o profissional que ficou assustado com a situação, além de estar com roupas sujas, o exame clínico revelou lacerações proeminentes no ânus e dilatação genital. O padrasto da criança foi preso em flagrante no domingo (3) após apresentar contradições durante o interrogatório conduzido pelo delegado Honório Gonçalves.
“O que me chamou atenção foi que quando a gente foi arrumar ela, eu e os colegas enfermeiros. Eles me chamaram porque até então eu não tinha percebido, pois ela estava com a roupa. Ela estava com uma dilatação enorme, uma dilatação que não habitual de uma criança na região anal. E também uma dilatação vaginal”, disse o médico.
A vítima morreu ao dar entrada na UPA do bairro Poncho Verde em estado crítico e, após a constatação da morte, a equipe médica acionou a Central de Flagrantes por suspeita de crime sexual.
Durante a perícia na residência da família, os investigadores localizaram uma calcinha da menina com vestígios de sangue. No quarto do padrasto, foi encontrado um sachê de lubrificante aberto e utilizado. Ao ser questionado, o acusado alegou ter usado o produto com a esposa no dia anterior e negou qualquer relação com o estado da enteada. (Repórter MT)
