Uma criança de 12 anos foi resgatada pela Polícia Militar na tarde desta sexta-feira (24), no bairro Vila Arthur, em Várzea Grande, após ser sequestrada e mantida em cárcere por um grupo suspeito de integrar uma facção criminosa. A vítima apresentava sinais de agressão e, segundo relato aos policiais, seria executada após um “tribunal do crime”.
De acordo com o boletim de ocorrência, equipes do Raio 05 e Raio 03 faziam patrulhamento quando receberam denúncias de moradores informando que vários indivíduos haviam levado à força um menino, segurando-o pelos braços, em direção a uma residência na Rua dos Operários.
Diante da gravidade, os policiais localizaram rapidamente o imóvel indicado. No local, quatro suspeitos foram flagrados mantendo a criança imobilizada. Durante a abordagem, o menor relatou que seria morto por integrantes da chamada “disciplina” do bairro, grupo ligado a organização criminosa.
Ainda conforme a vítima, a execução já teria sido determinada e o corpo seria enterrado em uma área próxima conhecida como “Fazendinha”. A motivação, segundo o relato, seria a suspeita de furtos praticados pelo menino na região.
A criança já apresentava diversas lesões no rosto, decorrentes de agressões. Ela também afirmou que foi obrigada a cavar a própria cova.
Durante buscas na residência, os policiais apreenderam duas facas, uma pá, uma picareta e uma enxada, que, segundo a vítima, seriam usadas na execução e ocultação do corpo. Além disso, foram encontrados três balanças de precisão, R$ 942 em dinheiro, aparelhos celulares e chips telefônicos, materiais associados ao tráfico de drogas.
Os quatro suspeitos, com idades entre 42 e 50 anos, foram presos em flagrante e encaminhados à Central de Flagrantes. Eles devem responder por sequestro e cárcere privado, tráfico de drogas, associação criminosa e por submeter criança a constrangimento e violência.
O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e prestar assistência à vítima.
Segundo a Polícia Militar, a rápida ação das equipes foi fundamental para impedir a consumação de um homicídio e garantir a preservação da vida do menor. (HNT)





