Com prisões lotadas, MT corre risco de colocar na rua latrocidas e estupradores, diz promotor

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Superlotação em presídio - Foto: DPEMT

O promotor de Justiça Roberto Arroio Farinazzo Júnior afirmou que a falta de vagas no sistema prisional de Mato Grosso pode resultar na soltura de criminosos graves, como latrocidas e estupradores.

Segundo ele, o problema estrutural já levou ao colapso da política penitenciária voltada às mulheres no Estado.

Farinazzo citou o caso de uma mulher condenada a 14 anos e 6 meses de prisão por matar o próprio filho, um bebê de cerca de 50 dias, em Barra do Bugres.

Apesar da condenação em regime fechado e da execução imediata da pena, não havia unidade disponível para recebê-la. Como solução provisória, ela foi mantida em uma carceragem improvisada em delegacia.

Ele alerta que, diante da permanência prolongada de presas em locais inadequados, advogados devem recorrer à Justiça por meio de habeas corpus, alegando ilegalidade na custódia.

“Colocaremos assassinos, latrocidas, estupradores e pessoas que cometem todo tipo de maldade em liberdade, porque o estado falhou, não tem vagas suficientes para acolher todos os seus criminosos”, afirmou. (Midianews)

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