Colégio nega assédio moral e perseguição contra funcionários
O Colégio Salesiano São Gonçalo negou, na tarde desta sexta-feira (24), que a gestão do padre Marcelo Fujimura, diretor geral, seja marcada por práticas de assédio moral, autoritarismo ou perseguição a professores e funcionários administrativos, após a divulgação de uma carta do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Estado de Mato Grosso (Sintrae-MT).
O vice-diretor, padre Danilo Guedes, e a coordenadora pedagógica, Michela Falcão, também foram acusados de praticar assédio moral contra os funcionários.
Em nota, a direção afirmou que a instituição não é orientada pelas práticas denunciadas.
“A instituição esclarece que respeita a liberdade de manifestação e o papel legítimo das entidades sindicais, mas não corresponde à realidade afirmar que sua gestão seja orientada por práticas de assédio moral, autoritarismo ou perseguição”.
Segundo o colégio, o acompanhamento das atividades pedagógicas é realizado de forma técnica, planejada e documentada, no exercício do dever legal e regimental da instituição, sem constrangimento pessoal aos educadores.
A direção também afirmou que a instituição mantém compromisso com a legislação trabalhista, com o respeito à jornada de trabalho e com a apuração de eventuais denúncias formalizadas.
Conforme a nota, qualquer relato concreto é tratado com garantia de sigilo e vedação a represálias.
Divulgação
Nota do Colégio Salesiano São Gonçalo à imprensa, negando caso de assédio moral do diretor Marcelo Fujimura
“O Colégio Salesiano São Gonçalo repudia qualquer forma de assédio e qualquer prática contrária à dignidade da pessoa humana”, diz o comunicado.
Denúncia
O Sintrae-MT divulgou uma carta aberta acusando o padre Marcelo Fujimura, o padre Danilo Guedes e a coordenadora pedagógica Michela Falcão de praticarem assédio moral contra professores e trabalhadores da administração do colégio.
Segundo o sindicato, em cerca de sete meses de gestão, o ambiente escolar passou a ser marcado por insegurança, autoritarismo, intolerância religiosa, hostilidade e perseguição aos profissionais.
Entre as condutas apontadas estão cobranças fora da jornada de trabalho, invasão de salas de aula sem aviso prévio, relatórios considerados abusivos sobre docentes e constrangimentos em sala de aula.
A entidade ainda afirma que essas práticas têm provocado abalos emocionais, adoecimento, desmotivação e perda de confiança entre os profissionais da instituição.
“Esse assédio moral, permanente, reiterado e progressivo, praticado por Vossa Senhoria e os citados dois integrantes de sua equipe, tem provocado constantes e crescentes abalos emocionais e adoecimento dos/as professores/as e dos/as administrativos/as. Bem assim, gerado descontentamento generalizado entre eles/as, com absoluta desmotivação e perda de confiança do ambiente de trabalho”, afirma trecho da carta aberta divulgada pelo sindicato. (Midianews)

