Abilio diz que deputados contrários ao Agro bancam relacionamentos com amantes usando dinheiro do setor
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que integrantes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) utilizam recursos públicos e verbas provenientes do agronegócio para manter padrões de vida elevados e custear relacionamentos com amantes. Durante declarações recentes, o gestor municipal criticou a postura de parlamentares que, embora ataquem o setor produtivo rural, dependem financeiramente da arrecadação gerada pelo campo para a manutenção de seus gabinetes, familiares e até parceiros extraconjugais.
“Tem deputado na Assembleia Legislativa sustentado com o dinheiro do agronegócio. Bancado pelo dinheiro do agronegócio. Que é capaz de xingar o agronegócio. Sendo sustentado ele, a família e as amantes com o dinheiro do agronegócio”.A manifestação de Abilio surge após presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (Podemos), classificar como “absurda” a ação direta de inconstitucionalidade (ADI) movida pelo prefeito Abílio Brunini (PL) para derrubar regras do Regimento Interno da Câmara de Cuiabá.
O prefeito optou por não individualizar as acusações com nomes específicos, alegando que os fatos citados seriam de conhecimento geral nos corredores do legislativo estadual. Ele mencionou ter observado informações sobre parlamentares que estariam financiando situações financeiras incompatíveis com seus ganhos habituais, além de citar mudanças em núcleos familiares envolvendo assessores da própria Casa de Leis.
A exposição dessas condutas, segundo o prefeito, visa dar transparência ao uso indireto dos recursos que sustentam a vida pública dos deputados. Brunini argumentou que sua fala não deveria causar incômodo a quem atua com integridade, sugerindo que eventuais reações negativas de parlamentares poderiam indicar uma confissão de culpa.
“É uma ignorância muito grande e a gente falar sobre isso não tem problema nenhum, porque só vai se doer quem de fato tem algum problema com isso”, afirmou o gestor. Até o momento, a Assembleia Legislativa não se manifestou oficialmente sobre as declarações, mas o episódio sinaliza um acirramento na relação política entre o Executivo de Cuiabá e os representantes do Legislativo estadual. (Olhar Direto)