WT, advogado e comparsas são transferidos de Maceió para Cuiabá e levados para PCE; veja vídeo

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O tesoureiro do Comando Vermelho, Paulo Winter Paelo Farias, vulgo “W.T”, o advogado Jonas Cândido da Silva, e outros três presos na “Operação Apito Final”, deflagrada no início deste mês, foram recambiados para Cuiabá na manhã desse domingo (14).

Os criminosos são acusados de intregarem uma quadrilha que lavava dinheiro do tráfico de drogas com comércios e com o futebol amador na capital mato-grossense. Todos estavam em um presídio de Maceió-AL e foram levados diretamente para a Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.

W.T e os comparsas tiveram as prisões preventivas decretadas durante uma investigação que apura um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas fomentado, especialmente, na região do Bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá. Os cinco investigados foram presos na cidade de Maceió, onde estavam para acompanhar um jogo de futebol de um time amador criado por Witer para dissimular a lavagem de capitais da facção criminosa.

Os outros criminosos transferidos foram identificados como Alex Júnior Santos de Alencar, vulgo “soldado”, Andrew Nickolas Marques dos Santos, e Tayrone Júnior Fernandes de Souza.

Na semana passada, W.T, apontado como líder do esquema criminoso, teve a regressão de regime determinada pela Justiça em relação aos processos que responder por roubo qualificado e organização criminosa.

Em dezembro de 2023, ele foi colocado em regime semiaberto com uso de tornozeleira eletrônica, após cumprir 15 anos, de um total de 51 anos de penas impostas em diversos processos na justiça estadual. Contudo, W.T. descumpriu a medida cautelar de monitoramento e o juízo da 2º Vara de Execução Penal da Comarca de Cuiabá determinou a regressão do regime semiaberto para o fechado.

Operação Apito Final

Em uma investigação que durou quase dois anos, a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) apurou centenas de informações e análises financeiras que possibilitaram comprovar o esquema liderado por Paulo Witer para lavar o dinheiro obtido com o tráfico de drogas. Para isso, ele usou comparsas, familiares e testas de ferro na aquisição de bens móveis e imóveis para movimentar o capital ilícito e dar aparência legal às ações criminosas.

A operação foi deflagrada no dia 2 de abril, com a finalidade de descapitalizar a organização criminosa e cumprir 54 ordens judiciais que resultaram na prisão de 20 alvos, entre eles o líder do grupo, identificado como tesoureiro da facção, além de responsável pelo tráfico de entorpecentes na região do Jardim Florianópolis, onde ele montou uma base para difundir e promover a facção criminosa agindo também com assistencialismo por meio da doação de cestas básicas a eventos esportivos.

A investigação da GCCO apurou que o esquema movimentou R$ 65 milhões na aquisição de imóveis e veículos. As transações incluíram ainda criação de times de futebol amador e a construção de um espaço esportivo, estratégias utilizadas pelo grupo para a lavagem de capitais e dissimulação do capital ilícito. Fonte: Repórter MT

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