Veja ranking das 10 cidades onde é mais perigoso ser mulher em Mato Grosso
A violência letal contra mulheres atingiu dezenas de municípios em Mato Grosso no ano de 2025. Dados do 3º Anuário da Mulher mostram que 95 mulheres foram assassinadas no estado ao longo do ano. Desse total, 53 mortes foram classificadas como feminicídio, fazendo com que os crimes motivados pela condição de gênero representassem 56% de todos os assassinatos de mulheres registrados no período.
O levantamento revela que dez municípios concentraram parte significativa dessas mortes, sendo eles:
- Cáceres – 7 mortes
- Cuiabá – 7 mortes
- Sinop – 6 mortes
- Rondonópolis – 5 mortes
- Várzea Grande – 5 mortes
- Aripuanã – 3 mortes
- Lucas do Rio Verde – 3 mortes
- Peixoto de Azevedo – 3 mortes
- Sorriso – 3 mortes
- Tangará da Serra – 3 mortes
Quando a análise considera apenas os feminicídios, Sinop aparece como a cidade mais violenta para mulheres no estado, com cinco vítimas. Na sequência estão Cuiabá, Lucas do Rio Verde e Várzea Grande, com três feminicídios cada. Cáceres, Guarantã do Norte, Nobres, Nova Mutum, Rondonópolis e Sorriso registraram dois casos cada.
Os números mostram ainda que quase metade das mortes de mulheres em Mato Grosso teve como motivação a violência doméstica, responsável por 49% dos casos. Facções criminosas aparecem em segundo lugar, com 25% das ocorrências letais.
Outro dado alarmante é o local onde esses crimes acontecem. Das 95 mortes registradas, 47 ocorreram dentro de residências particulares, reforçando que o principal risco para muitas mulheres continua estando dentro do próprio ambiente doméstico.
As vítimas tinham, em sua maioria, entre 25 e 45 anos. As faixas etárias de 25 a 29 anos e de 30 a 35 anos registraram 19 mortes cada, enquanto mulheres entre 36 e 45 anos somaram 19 vítimas.
Apesar da redução de 4% no total de mortes de mulheres em comparação com 2024, o anuário aponta crescimento de 13% nos feminicídios, evidenciando que a violência de gênero continua sendo um dos principais desafios da segurança pública em Mato Grosso. (RD News)

