Pelo menos 50 pessoas participaram de planejamento e execução de ‘roubo cinematográfico’ em MT

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Foto: Reprodução/OD

Ao menos 50 pessoas participaram do planejamento e da execução do ataque à agência de valores da Brinks, em Confresa (1.024 km de Cuiabá), no ano de 2023. Contando com armamento pesado, explosivos e um plano de fuga ousado, uma parcela dos integrantes do grupo tinha o papel de limpar os valores da agência. Contudo, nem um centavo foi roubado e o grupo de ataque que aterrorizou a cidade de Confresa foi praticamente exterminado por completo, com dezoito mortes nos confrontos com as forças policiais que se mobilizaram à época.

Durante coletiva de imprensa realizada na última sexta-feira (10), o delegado Gustavo Belão, titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) revelou que o grupo estava distribuído por pelo menos sete estados. Segundo informações da Polícia Civil, o ataque à Confresa recebeu um aporte de R$ 3 milhões em investimentos.

“São 50 pessoas identificadas. Estamos falando de pelo menos seis, sete estados. Sem capacidade investigatória, técnica e tecnologia, não seria um informante ou um preso que conseguiria nos ajudar”, afirmou Gustavo.

As investigações apontaram que o grupo criminoso era altamente organizado em seis núcleos específicos: (1) Núcleo de comando e financeiro, (2) Núcleo de planejamento e logística, (3) Núcleo de execução, (4) Núcleo de apoio e suporte no estado do Pará, (5) Núcleo de apoio e suporte no estado do Tocantins e (6) Núcleo de
locação veicular, responsável pelo apoio durante a fuga.

“Outros criminosos já foram condenados. Indivíduos foram presos no Tocantins durante um cerco das forças de segurança, quando 18 pessoas foram neutralizadas, ainda em 2023”, relembrou.

Ainda durante a coletiva, o delegado afirmou que não está descartado o envolvimento de mais pessoas no planejamento do ataque à Agência da Brinks e que novos interrogatórios podem revelar novos envolvidos.

Por fim, Gustavo disse que o trabalho da Polícia Civil foi feito e que toda a investigação marcou para sempre a carreira de todos os delegados que participaram.

“Eventualmente, novos interrogatórios podem apontar outros envolvidos não identificados, mas temos a consciência de que o trabalho foi feito. Modéstia à parte, a equipe da Polícia Civil, da GCCO e da Delegacia Regional de Confresa realizou uma investigação brilhante, que marca a minha carreira e a de qualquer delegado que participou”, concluiu Belão. (Olhar Direto)