Pai de autor da ‘lista de estupráveis’ ameaça estudantes que denunciaram caso na UFMT

Pai de autor da ‘lista de estupráveis’ ameaça estudantes que denunciaram caso na UFMT

Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) denunciaram um caso de ameaça ocorrido dentro do câmpus nesta quarta-feira (13), no  curso de Engenharia Civil. Na ocasião, o pai de um dos envolvidos na criação da lista das alunas “estupráveis” abordou um  estudante que ajudou a tornar o caso público e afirmou que “se o filho dele não se formasse, os demais também não se formariam”. As aulas presenciais foram suspensas após o registro da ocorrência.

De acordo com informações da Universidade, após as ameaças, os estudantes acionaram o diretor da Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet) e a Reitoria da UFMT. Eles foram orientados a realizarem o registro formal da ocorrência na delegacia.

Após a denúncia, as câmeras de segurança foram verificadas, confirmando que o homem entrou no local e abordou o estudante, proferindo as palavras em tom ameaçador.

Com o caso, o Colegiado do Curso de Engenharia Civil decidiu que as turmas do primeiro semestre do curso terão as aulas teóricas de forma remota entre os dias 14 e 18 de maio. Neste período os docentes também podem cancelar as atividades.

A Universidade também informou, por meio de nota, que instaurou Comissão de Inquérito Disciplinar Discente na Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (FAET) e na Faculdade de Direito para apuração dos fatos relacionados ao caso.

“A Administração Superior da UFMT, além de orientar e acompanhar os procedimentos realizados ao longo desta quarta-feira (13), solicitou reforço na segurança junto à Polícia Militar e ao serviço de segurança interna da instituição. A UFMT reafirma seu compromisso com a segurança, a integridade e o bem-estar de toda a comunidade universitária, permanecendo à disposição para colaborar com as investigações conduzidas pelas autoridades competentes”, afirma trecho da nota.

Relembre o caso
O caso veio à tona após o Centro Acadêmico de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (Cadi/UFMT) divulgar uma nota de repúdio denunciando conversas entre estudantes que planejavam criar uma lista com as alunas mais “estupráveis” da universidade. Segundo a entidade, os envolvidos mencionavam estudantes de diferentes cursos e também faziam comentários sobre a intenção de molestar mulheres.

Capturas de tela das conversas passaram a circular na internet e provocaram repercussão dentro e fora da UFMT. Na ocasião, o Cadi classificou o episódio como grave e afirmou que não compactua com discursos que incentivem violência contra mulheres ou práticas criminosas. (Leiagora)