Paciente relata risco de morte em tratamento de hemodiálise e denuncia médico em Cuiabá

Paciente relata risco de morte em tratamento de hemodiálise e denuncia médico em Cuiabá

Em tratamento de hemodiálise há cinco anos, a paciente Flávia Corrêa Lima Toledo decidiu denunciar práticas que considera perigosas durante seu atendimento em Cuiabá. As acusações envolvem o médico Tomazio Pissolato, responsável pelo acompanhamento na Clínica DaVita Cuiabá.

De acordo com Flávia, o profissional teria definido um “peso seco” de 49 quilos, ignorando seu histórico clínico estável de cerca de 50,5 quilos. A paciente afirma que, ao tentar atingir esse parâmetro, passou a apresentar crises hipertensivas severas, com pressão chegando a 23 por 12, de sintomas cardíacos.

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Ela relata ainda que, mesmo diante das reações adversas, a conduta médica não foi revista. Segundo a paciente, há registros em prontuário que comprovam os episódios recorrentes ao longo dos últimos meses.

Outro ponto destacado é a suposta interferência na atuação da equipe de enfermagem. Conforme o relato, os profissionais estariam impedidos de ajustar a retirada de líquidos durante as sessões, mesmo em situações de risco, o que dificultaria intervenções imediatas.

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Flávia também afirma que as mudanças no tratamento ocorreram após ela questionar a falta de medicamentos e a ausência de acompanhamento médico frequente na unidade, o que, segundo ela, pode indicar retaliação.

A paciente ainda levanta preocupações sobre a adoção de práticas que não teriam sido devidamente comunicadas aos pacientes.

“Eles muito provavelmente vão alegar que é um novo protocolo baseado em estudo, mas isso não foi apresentado aos pacientes. Além disso, a retirada automática de um peso fixo está deixando muitos com acúmulo de líquido, o que é gravíssimo.”

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Segundo ela, essa dinâmica pode acabar levando pacientes a necessitarem de sessões extras de hemodiálise.

“A intenção parece ser forçar sessões extras para retirada desse líquido, o que acaba gerando mais custos ao SUS. A gente se sente explorado, com a vida em risco. Ninguém está satisfeito. A rotina já é difícil, e ter que marcar mais um dia significa perder mais um dia de trabalho.”

Diante da situação, Flávia afirma temer por complicações graves durante o tratamento e cobra providências dos órgãos responsáveis.

A Folha do Estado informa que entrou em contato com a clinica DaVita mas não tivemos retorno. (Folha do Estado)