Mulher estuprada por policial civil procurou MP diretamente para fazer denúncia

Mulher estuprada por policial civil procurou MP diretamente para fazer denúncia
Investigador foi preso após exames confirmarem abuso ocorrido dentro da unidade policial. Foto: Reprodução/Sonoticias

A mulher que foi estuprada por um policial civil dentro de uma delegacia em Sorriso (397 km de Cuiabá) procurou diretamente o Ministério Público para denunciar o crime ao invés da polícia. O caso veio à tona nesse domingo (1º), após a prisão do investigador Manoel Batista da Silva.

Conforme a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, que é a responsável pelo caso, a partir dessa denúncia, o MP enviou requerimento à polícia para que o caso fosse investigado.

O crime ocorreu há cerca de 50 dias, mas apenas após quatro dias a vítima procurou as autoridades. Assim que notificada, a Polícia Civil deu início às investigações.

“A investigação iniciou imediatamente, só que a gente ficou aguardando o resultado dos exames periciais, que foi o que demorou um pouco”, explicou a delegada.

O primeiro passo foi a realização de exame na vítima, que constatou o abuso sexual. Na sequência, a delegada solicitou a coleta do material genético dos policiais plantonistas para comparação.

Conforme a delegada, não houve nenhum motivo extraordinário para que a prisão fosse realizada no domingo. A constatação de que Manoel teria praticado o crime se deu na sexta-feira (30). No sábado (31), a Justiça acolheu o pedido de prisão preventiva apresentado pela delegada. No domingo (1º) a ordem judicial foi cumprida.

Laísa Crisóstomo disse que existem relatos de outras supostas vítimas do policial, mas até o momento ninguém procurou as autoridades para formalizar novas denúncias contra ele.

“A gente ainda está apurando, tentando localizar essas possíveis vítimas para saber o que de fato aconteceu”, disse.

Conforme a delegada, o inquérito está em fase de finalização e ainda nesta semana será concluído e remetido ao Ministério Público, que é quem decide se apresenta ou não denúncia contra o acusado. (HNT)