Max Russi aciona Otaviano Pivetta para evitar despejo de 1,5 mil famílias de dois bairros em Cuiabá

Max Russi aciona Otaviano Pivetta para evitar despejo de 1,5 mil famílias de dois bairros em Cuiabá

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), vai intermediar uma reunião com o governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), para evitar a desocupação forçada de 1,5 mil famílias nos bairros Paraisópolis e Silvanópolis, em Cuiabá. A medida ocorre após uma decisão judicial que prevê a retirada de moradores da área conhecida como Águas Nascentes, alvo de uma ação civil pública ambiental que tramita há 13 anos.

A articulação foi definida durante audiência pública nessa quinta-feira (14), que reuniu cerca de 500 moradores e representantes do Ministério Público, Defensoria Pública e Poder Executivo. Russi destacou a necessidade de envolver o Governo do Estado por ser quem detém o “poder da caneta” para garantir a regularização fundiária.

Vamos trazer o governador para dentro dessa discussão para podermos avançar nesses encaminhamentos. Existe uma questão ambiental que precisa ser respeitada, porém, também existem áreas passíveis de regularização.”

A insegurança das famílias, que vivem na região há duas décadas, foi o ponto central do debate. A vereadora Katiuscia Mantelli (Podemos), autora do requerimento da audiência, ressaltou que os moradores convivem com o medo da desinformação sobre quem precisará deixar as casas.

Como encaminhamento, o prefeito Abilio Brunini (PL) propôs a discussão de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto ao Estado. O plano prevê que apenas famílias em áreas críticas, como margens de córregos e barrancos, sejam reassentadas em programas habitacionais, enquanto as demais situações seriam regularizadas após estudos técnicos.

O promotor Carlos Eduardo Silva, da Defesa Ambiental, reforçou o tom conciliador do encontro. “Precisamos encontrar a solução menos dolorosa possível, conciliando os interesses ambientais com a realidade das famílias que vivem ali.”

A ALMT seguirá acompanhando o caso por meio da Comissão de Soluções Fundiárias para garantir que nenhuma família seja retirada sem o devido suporte habitacional e jurídico. (Repórter MT)