Mauro reforça rumores de que Wellington vai sair da disputa ao Governo; WF nega recuo
O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), confirmou hoje (12) que os bastidores políticos do Estado estão “fervendo” por fortes rumores que apontam para o enfraquecimento ou até mesmo a eventual desistência da pré-candidatura do senador Wellington Fagundes (PL) ao Palácio Paiaguás.
A manifestação de Mendes referenda a leitura de cenário feita dias antes pelo deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), que já havia alertado para a existência dessa articulação entre as principais lideranças regionais.
“Olha, eu, como vocês da imprensa, como todo mundo que está nos bastidores da política, nós temos ouvido muitas coisas aí. Uma dessas coisas que a gente ouve é que vai desistir, que não vai desistir, mas aí não cabe a mim falar sobre isso. Cabe ao senador Wellington. Agora, não tem como negar que esses rumores são muito fortes nos bastidores, realmente“, declarou Mauro Mendes.
A movimentação e a propagação das teses de recuo de Wellington geraram forte reação interna no Partido Liberal. Interpelado sobre as declarações do grupo governista, o senador rechaçou qualquer possibilidade de empenamento em seu projeto rumo ao Executivo em 2026.
Wellington assegurou que seu nome foi blindado e referendado em conferências estratégicas com a cúpula nacional da sigla, sob a batuta do presidente Valdemar Costa Neto, que carimbou a candidatura majoritária do partido em Mato Grosso.
“Outra vez um repórter me perguntou por que fazem isso. E eu respondi: você conhece massa de um bom pão? Quanto mais bate, mais cresce. Então eles ficam insistindo, criam todo tipo de situação“, rebateu Wellington Fagundes, sugerindo que os boatos fazem parte de uma estratégia de fritura política da oposição para tentar esvaziar seu espaço na disputa eleitoral. (Repórter MT)
Welington nega recuo
O senador Wellington Fagundes (PL) voltou a reafirmar sua disposição de disputar o Governo de Mato Grosso em 2026 e negou, hoje (11), qualquer possibilidade de desistência da corrida ao Palácio Paiaguás. A declaração foi uma resposta às especulações surgidas nos bastidores políticos após comentários do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB) sobre possíveis mudanças no cenário eleitoral do próximo ano.
Segundo Wellington, a manutenção de sua pré-candidatura foi tema de recentes conversas com a direção nacional do Partido Liberal, incluindo o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto. O senador afirmou que lideranças do partido estiveram reunidas em Brasília e receberam uma sinalização clara de que não existe qualquer discussão sobre a retirada de seu nome da disputa.
“Eu conversei com o Botelho, eu e o Ananias. Estive com o Valdemar na terça-feira e nesta quarta-feira o Max esteve aqui no Supremo Tribunal Federal e também estava marcada uma reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Eu não fui porque tinha uma audiência com o ministro Edson Fachin. O Max e o Ananias estiveram por mais de duas horas com o Valdemar”, relatou.
De acordo com o parlamentar, os encontros serviram para encerrar rumores que circulam nos bastidores sobre uma eventual mudança na estratégia eleitoral da sigla em Mato Grosso.
“O Max já disse isso e agora eu ouvi do próprio presidente Valdemar de anular qualquer conversa nesse sentido [de Wellington recuar da candidatura]”, afirmou.
As declarações foram dadas após Eduardo Botelho mencionar a existência de articulações políticas que poderiam alterar o quadro da disputa estadual, hipótese que incluiria a saída de Wellington da corrida ao governo.
Apesar de rebater a possibilidade, o senador evitou polemizar com o deputado emedebista. Questionado sobre as manifestações públicas de aliados e adversários a respeito de seu futuro político, Wellington adotou um discurso conciliador e destacou que divergências fazem parte do processo democrático.
“Democracia a gente tem que respeitar tudo. Não tem que ficar chateado. Democracia as pessoas têm direito de falar e eu não vou questionar”, declarou.
Ao final, o senador reforçou a boa relação com Botelho e afirmou que pretende contar com o apoio do deputado durante a campanha eleitoral.
“Quero o apoio dele. Já tivemos em várias eleições juntos”, disse.
A manifestação ocorre em meio ao início das articulações para as eleições de 2026. Com pouco mais de um ano para o período oficial de definições partidárias, lideranças políticas intensificam conversas e negociações em busca da formação de alianças e da consolidação de candidaturas para a sucessão estadual. (Diário de Cuiabá)