Mato Grosso registra mais de 2,1 mil mortes ligadas ao calor, mostra estudo
Em Mato Grosso, de 2000 a 2019, foram registradas 2.122 mortes com ligação às ondas de calor. É o que mostra o estudo “Saúde e ondas de calor do Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS”, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na última semana.
Dessas mortes no estado, as mais atingidas foram as pessoas com mais de 65 anos, com 1.510 óbitos em nove anos. Segundo a pesquisa, o calor prolongado pode agravar problemas de saúde já existentes, principalmente em idosos.
Apesar de ser conhecido pelo calor, na comparação entre os estados brasileiros, Mato Grosso aparece em 13º lugar com mais mortes. Lidera o ranking São Paulo, com 30.813 óbitos associados ao calor, seguido pelo Rio de Janeiro, com 13.448, e Minas Gerais, com 12.509.
O estudo analisou dados de 5.566 municípios divulgados no Sistema de Informações de Mortalidade do DataSUS. No país, nesse período, foram cerca de 120 mil mortes atribuídas ao calor extremo, o que equivale a 0,6% da mortalidade total registrada no período.
“A pesquisa traz uma mensagem inequívoca: o calor extremo já está custando vidas no Brasil. Os mais de 120 mil óbitos associados às ondas de calor revelam que a adaptação à mudança do clima precisa avançar com urgência, ampliando a construção de cidades verdes e resilientes”, diz trecho do estudo. (Muvuca Popular)