Mais de 40 novilhas morrem ao serem atingidas por raio em fazenda em MT

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Um raio matou 44 novilhas em uma fazenda de Poconé, a 109 quilômetros de Cuiabá, na semana passada. Os animais estavam aglomerados embaixo de uma figueira quando foram atingidos.

O empresário Edmundo de Assis, dono da fazenda, explicou que o prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 70 mil.

“Não estava na propriedade quando o raio caiu. Estava chovendo muito. Fiquei sabendo no outro dia quando os funcionários me ligaram contando. Eles disseram que ouviram um barulho e quando a chuva passou encontraram as novilhas mortas”, disse.

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O fazendeiro disse que a casa da fazenda fica a cerca de 300 metros de onde o raio caiu. Nenhum funcionário do local ficou ferido.

Fazendeiro encontrou os animais mortos no dia seguinte, após ser avisado pelos funcionários — Foto: Edmundo de Assis/Arquivo pessoal

Fazendeiro encontrou os animais mortos no dia seguinte, após ser avisado pelos funcionários — Foto: Edmundo de Assis/Arquivo pessoal

Ao todo, segundo Edmundo, há cerca de 600 cabeças de gado na fazenda. Dessas, 155 estavam próximas de onde as novilhas foram mortas, mas não foram atingidas.

Segundo Edmundo, não havia nada queimado na região. “Fiquei assustado, pois quando um raio cai geralmente a árvore fica queimada, a cerca é destruída e desta vez não tinha nada disso”, contou.

Edmundo disse que não conseguiu levar os animais para exames, pois o laboratório mais próximo fica a cerca de 80 km da propriedade e é de difícil acesso.

No entanto, ele afirmou que procurou veterinários para saber a causa da morte das novilhas e eles informaram ao fazendeiro que a suspeita é mesmo de uma descarga elétrica.

“Disseram que o raio não foi tão forte, mas o suficiente para matar as novilhas”, contou.

O fazendeiro disse que essa é a primeira vez que ele perde gado devido a uma descarga elétrica e está em alerta devido ao período de chuva.

“Já vi vários casos, mas nunca aconteceu comigo. Ficamos com medo, até porque o gado está sempre reunido, o que pode ser mais perigoso”, ressaltou.