Memória Viva: ‘Joel Colecionador’ reúne relíquias do futebol e da história de Mato Grosso

Memória Viva: ‘Joel Colecionador’ reúne relíquias do futebol e da história de Mato Grosso
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Administrar paixões nacionais não é tarefa simples. Em meio ao calor dos debates políticos e à nostalgia do futebol, um personagem se destaca na cidade: Joel, conhecido como “Joel Colecionador”. Servidor público federal e figura ativa nas redes sociais, ele transita com desenvoltura entre a gestão da saúde, a mediação de discussões políticas e a preservação da cultura esportiva.

Joel é um dos administradores do grupo Rondonópolis Verdade, que reúne mais de mil participantes. O espaço funciona como um canal aberto para denúncias e debates, onde se cruzam críticas à gestão municipal, embates ideológicos e projeções eleitorais. A condução firme e equilibrada do grupo transformou Joel em referência no ambiente virtual local.

Reconhecimento oficial

Na última semana, o trabalho de Joel ganhou destaque institucional. A Câmara Municipal de Rondonópolis aprovou uma Moção de Aplausos, proposta pela vereadora Maríuva Valentin Chaves, em reconhecimento aos serviços prestados à saúde pública. Sua trajetória remonta à antiga SUCAM (Superintendência de Campanhas de Saúde Pública), órgão histórico no combate a endemias no Brasil.

Fora das redes, Joel mantém viva outra paixão: os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo. No dia 28 de junho, ele participou de um encontro de colecionadores em frente à Prefeitura, evento que reuniu centenas de pessoas em atividades esportivas e culturais. O destaque foi sua coleção de álbuns, que inclui relíquias como o do tricampeonato de 1970, com Pelé na capa, e edições mais recentes. “É uma forma de resgatar nossa história e interagir com as crianças”, afirmou Joel, enquanto mostrava suas páginas repletas de memórias.

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Otimismo rumo ao Hexa

Entre política e figurinhas, Joel não perde o entusiasmo pelo futebol brasileiro. Confiante, ele aposta que a Seleção caminha para conquistar o Hexa. Com sorriso aberto e álbuns nas mãos, segue colecionando não apenas figurinhas, mas também histórias que unem cidadania, cultura e paixão nacional.

O futebol em Mato Grosso vai muito além do que se vê dentro das quatro linhas. Fora dos estádios, a paixão pelo esporte se mantém viva graças a dedicados guardiões da memória esportiva. Um dos nomes mais emblemáticos dessa vertente no estado é Joel Vieira Barbosa, amplamente conhecido como “Joel Colecionador”.

Com um acervo vasto e carregado de nostalgia, Joel não hesita em se definir como parte fundamental da preservação dessa trajetória: “Eu tenho a história do futebol mato-grossense. Sou um dos donos da história do futebol de Mato Grosso e da história do futebol do União. O acervo está na minha mão, assim como a história do futebol amador de Rondonópolis.”

Um Acervo que Vai Além das Quatro Linhas

A paixão de Joel por colecionar não se restringe apenas às camisas e registros esportivos. Seu acervo pessoal é uma verdadeira viagem no tempo, reunindo relíquias que atraem a curiosidade de diferentes públicos:

  • História do Futebol: Camisas oficiais dos grandes campeões brasileiros, revistas de futebol e mais de 100 kg apenas em pôsteres de vários clubes.

  • Copas do Mundo: Um resgate histórico completo sobre o maior espetáculo do futebol mundial.

  • Numismática: Uma expressiva coleção de cédulas e moedas antigas.

  • Memorabilia Geral: Cartões postais, cartões telefônicos e um impressionante registro político de 28 eleições com santinhos encadernados.

Veja vídeo produzido pela TVCA:

A Febre dos Álbuns de Figurinhas em Rondonópolis

Atualmente, Joel acompanha de perto um fenômeno que tem movimentado a cidade: a febre dos álbuns de figurinhas. De acordo com o colecionador, a atividade tem integrado gerações e resgatado a cooperação entre as famílias. “Está sendo super bem colecionado. Tem muita gente envolvida: muitos pais, muitos adultos… Tem gente fazendo dois ou três álbuns ao mesmo tempo”, destaca Joel. O movimento em Rondonópolis impressiona pelo ritmo acelerado. Joel relata que a grande maioria dos colecionadores locais já está com os álbuns em estágio avançado, demonstrando o tamanho do engajamento do público.