Flávio Bolsonaro volta a defender castração química após morte de bebê de 10 meses; veja vídeo
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a defender a adoção da castração química para condenados por crimes sexuais após a repercussão do Caso Helena, que envolve a morte de uma bebê de apenas 10 meses, em Fortaleza (CE).
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar lamentou o caso e afirmou que crimes dessa natureza exigem punições mais severas. A proposta de castração química integra uma das principais bandeiras defendidas por Flávio em sua pré-campanha para as eleições presidenciais de 2026.
A manifestação ocorreu enquanto a Polícia Civil do Ceará investiga as circunstâncias da morte da criança, registrada na última segunda-feira (13), após a identificação de indícios de possível violência sexual durante atendimento médico.
Caso segue sob investigação
De acordo com o depoimento da mãe da bebê, ela acordou durante a madrugada e percebeu que a filha não apresentava sinais de reação. Inicialmente, acreditou que a criança estivesse engasgada.
A mulher afirmou ainda que encontrou um dos suspeitos sobre a menina no momento em que percebeu a situação. Em seguida, procurou auxílio de equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros que estavam nas proximidades do condomínio.
A bebê foi levada para uma unidade de saúde, onde médicos identificaram sinais compatíveis com possível abuso sexual. A morte foi constatada no local.
A causa oficial do óbito, entretanto, ainda depende da conclusão do laudo pericial elaborado pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).
Segundo as investigações, cinco pessoas estavam no apartamento durante a madrugada em que os fatos ocorreram. A Polícia Civil trabalha para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos e identificar a responsabilidade de cada envolvido.
Veja o vídeo:
Dois homens foram presos
Dois homens, de 22 e 26 anos, foram presos em flagrante e encaminhados à Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dceca).
Um deles seria o homem apontado pela mãe como seu relacionamento recente, enquanto o outro é primo dele. Ambos foram autuados por estupro de vulnerável seguido de morte.
Segundo a Polícia Civil, os suspeitos apresentavam sinais de embriaguez no momento da prisão e permanecem detidos em cela isolada. As identidades não foram divulgadas.
Outras pessoas que estavam no imóvel também foram ouvidas pelas autoridades como parte das diligências.
Proposta tramita no Congresso
Ao comentar o caso, Flávio Bolsonaro voltou a defender a castração química como medida para condenados por crimes sexuais.
A proposta tem origem no Projeto de Lei nº 5.398/2013, apresentado pelo então deputado federal Jair Bolsonaro. O texto prevê alterações no Código Penal e na Lei dos Crimes Hediondos, endurecendo as punições para crimes sexuais, especialmente aqueles praticados contra crianças e adolescentes.
Entre os principais pontos da proposta está a previsão da castração química voluntária, realizada por meio de medicamentos que reduzem a libido, como condição para que condenados por determinados crimes possam obter progressão de regime ou liberdade condicional.
O projeto recebeu outras propostas apensadas ao longo dos anos, mas ainda não foi aprovado pelo Congresso Nacional nem convertido em lei.
Caso gerou comoção
A morte de Helena provocou forte repercussão em Fortaleza e em todo o país. Nas redes sociais, milhares de pessoas manifestaram indignação e cobraram punição rigorosa aos responsáveis.
Desde que o caso ganhou notoriedade, a mãe da bebê também passou a ser alvo de ataques e acusações nas redes sociais. Familiares da criança pediram cautela diante das manifestações, ressaltando que a investigação ainda está em andamento e que todas as circunstâncias do caso serão esclarecidas pelas autoridades competentes.
A bebê foi sepultada na terça-feira (14), enquanto a Polícia Civil do Ceará segue com as investigações para concluir o inquérito. (Folha do Estado)
