Ex-servidora denuncia defensor público de MT por tentar beijá-la à força após velório
O defensor público Rogério Borges Freitas, afastado cautelarmente do cargo de 1º Subdefensor Público-Geral da Defensoria Pública de Mato Grosso, passou a ser alvo de uma segunda denúncia de assédio moral e sexual. O relato foi feito por uma ex-servidora da instituição em depoimento prestado no dia 1º de junho deste ano, porém que só veio à tona nesta semana.
Segundo a denunciante, os episódios ocorreram em 2023. Ela afirma que, após um velório, Rogério dirigiu por cerca de uma hora antes de estacionar em um local isolado, onde segurou sua mão, tentou beijá-la e fez outras investidas físicas, que ela conseguiu impedir.
A ex-servidora também relata que o defensor fazia comentários sobre sua aparência, mantinha contato físico sem consentimento e dizia que ela permanecia no cargo por influência dele. Conforme o depoimento, após rejeitar as investidas, ela teve as funções esvaziadas, passou períodos sem receber demandas e acabou exonerada em fevereiro de 2024, situação que atribui a uma retaliação.
A nova denúncia se soma ao inquérito instaurado em maio pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá para apurar acusações de importunação sexual e constrangimento ilegal supostamente praticados por Rogério ao longo de quase dez anos. Nesse procedimento, outra servidora relata episódios que teriam começado em 2017, incluindo uma tentativa de aproximação dentro de um veículo, além de humilhações e constrangimentos no ambiente de trabalho.
Em meio às denúncias, a Defensoria Pública determinou, em 13 de maio, o afastamento cautelar de Rogério do cargo de 1º Subdefensor Público-Geral pelo prazo de 60 dias.
Em resposta ao Repórter MT, a Polícia Civil confirmou que os dois casos são investigados pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá.
“A Polícia Civil confirma que as investigações dos dois casos estão em trâmite na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá. Os fatos estão sendo apurados com celeridade e imparcialidade e mais detalhes não podem ser passados por se tratar de investigação com sigilo”, informou a instituição.
A reportagem também procurou a Defensoria Pública, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. (Repórter MT)