Enfermeira de Cuiabá é a 28ª vítima do coronavírus em Mato Grosso

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Depois de 46 dias internada com covid-19, morreu nesta segunda-feira (18) a profissional de enfermagem Alessandra Bárbara Pereira Leite, que atuava na unidade III – ligada ao complexo do Hospital Adauto Botelho. Ela estava internada em leito público de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na capital. A servidora do Estado trabalhava há 18 anos no Centro Integrado de Apoio Psicossocial (Ciaps).

Esta é a terceira morte por covid-19 na capital e a 28ª vítima do novo coronavírus em Mato Grosso. O secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, manifestou pesar pela morte da servidora estadual. “Tem sido dias difíceis. Perder uma servidora, uma colega que era querida por tantos, nos dói. Expresso os meus sentimentos e me solidarizo à dor dos familiares e amigos”, disse o gestor, que também enalteceu o trabalho único e fundamental dos profissionais da Saúde frente à pandemia do coronavírus.

Os Boletins da SES apontam que as outras mortes causadas em decorrência da Covid-19, em Mato Grosso, envolveram residentes dos municípios de Várzea Grande, Lucas do Rio Verde, Cáceres, Aripuanã, Rondonópolis, Mirassol D’ Oeste, Barra do Garças, Sinop, Nova Mutum e do Rio de Janeiro, que estava em Mato Grosso.

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As informações oficiais sobre todos os óbitos já registrados no Estado constarão no Boletim Informativo desta segunda-feira (18.05).

Unidade III

Esta é  a segunda vítima da Unidade III do Adauto Botelho.  O enfermeiro Athaíde Celestino da Silva, morreu após 37 dias internado n UTI com covid-19, em 02 de maio.  Segundo o Sindicato dos Servidores da Saúde (Sisma) haviam 16 profissionais de saúde contaminados, 2 cônjuges e 4 pacientes.Desses, 10 foram internados e dois estavam em estado grave.

Todos os pacientes e profissionais que testaram positivo ou que mantiveram qualquer tipo de contato com os diagnosticados cumpriram regime de isolamento ou quarentena.

A Secretaria de Estado também fez a desinfecção das instalações da unidade. A equipe técnica ainda fez o acompanhamento e o rastreamento individual dos casos, de forma a monitorar também as famílias e os contatos dos envolvidos.

Enfermeira era diabética e usou cloroquina

A enfermeira Alessandra Bárbara Pereira, 49 anos, que morreu por conta de complicações após ser infectada com a Covid-19, o coronavírus, era diabética e fez uso de cloroquina para se tratar da doença. O óbito da profissional da saúde foi notificado na manhã desta segunda-feira (18) pela secretaria de Estado de Saúde (SES).

Ao HNT/HiperNotícias, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde, Oscarlino Alves, apontou que tanto Alessandra quanto o enfermeiro Athaide Celestino da Silva, que também morreu por conta do coronavírus no início do mês, fizeram uso da cloroquina para se tratarem do coronavírus.

“É uma doença bastante séria, nova, não tem medicação e não tem vacina. Ela estava em uma situação muito aguda na UTI. Na madrugada de hoje, ela inteirou 46 dias de luta, somente dentro da UTI ela passou 43 dias”, disse Oscarlino.

Alessandra e Athaide eram parte de um grupo de profissionais da saúde que trabalhava em uma unidade ligada ao Hospital Adauto Botelho. No início de abril, uma denúncia escancarou a realidade de que diversos profissionais daquela unidade foram infectados pela Covid-19.

Quando questionado na manhã desta segunda-feira sobre os demais infectados, Oscarlino apontou que não há mais profissionais daquela unidade internados e que Alessandra e Athaide eram os casos mais graves. Contudo, o sindicalista disse que desde o início do curso da pandemia no estado ao menos 50 trabalhadores da área da saúde foram contaminados pelo vírus.

A enfermeira não terá velório e será sepultada em caixão fechado, seguindo as diretrizes das autoridades sanitárias. A cerimônia será restrita e contará somente com algumas pessoas mais próximas.

Fonte: PNB Online/Hipernotícias