Mais da metade dos municípios de Mato Grosso ainda não conta com um Plano de Contingência, instrumento apontado pela Defesa Civil do Estado como fundamental para a gestão de crises e tomada de decisões ágeis diante de desastres naturais ou incidentes graves. O alerta é do secretário adjunto da Defesa Civil de Mato Grosso, Coronel Marcelo Reveles.
De acordo com o coronel, o órgão tem feito um esforço ativo para mudar esse panorama no estado.
“O plano de contingência é um produto que a Defesa Civil tem que entregar, então nós estamos procurando todos os municípios para que eles façam o seu plano de contingência ,que nada mais é que um que um raio X daquele município“, destacou.
Embora o trabalho de conscientização e suporte técnico esteja em andamento, o cenário atual mostra que a maior parte das gestões municipais ainda precisa avançar.
“Tem alguns municípios que já estão com ele pronto, alguns estão em elaboração, mas ainda mais de 50% ainda precisa ser feito“, explicou Reveles.
O documento funciona como um guia estratégico para prefeitos e equipes de socorro. De acordo com o secretário adjunto, a primeira etapa consiste em identificar as vulnerabilidades locais.
“Primeiro contém um mapeamento de área de riscos, então é feito ali dentro do município, é diagnosticado quais, quantas famílias estão em local de risco, se aquele risco é com relação à chuvas, se está em áreas alagáveis, se tem casas na encosta de morro, que pode haver o deslizamento de pedras ou de terra e tudo isso contém dentro do plano de contingência“, explicou.
Além de mapear as ameaças, o plano serve para contabilizar detalhadamente a infraestrutura de apoio e os recursos humanos que a cidade dispõe para reagir a uma emergência.
O Coronel Reveles destacou que os benefícios do plano vão além do momento exato do desastre, servindo também como base para o planejamento urbano das cidades, influenciando o plano diretor de cada localidade. Em momentos críticos, no entanto, ter o documento em mãos é o diferencial para salvar vidas, pois dá clareza sobre quem deve agir e quando pedir ajuda externa.
“O gestor ele acaba tendo ali um plano bem atualizado de quais são as pessoas, os responsáveis por cada órgão, ele vai saber o tamanho, entre aspas, de cada órgão, o alcance que cada órgão tem, e caso esse problema que aconteça no município, suplante ali as condições de resposta, ele já sabe quem procurar“, concluiu. (Repórter MT)
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