Coronavírus em Cuiabá está acima da média nacional; nenhum óbito na capital

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Primeiro informe epidemiológico da Covid-19, divulgado pela prefeitura de Cuiabá, mostra que a taxa de incidência da doença por 100 mil habitantes é de 5,4 casos na Capital, acima da taxa nacional que é de 4,9. Por outro lado, a taxa de letalidade ainda é zero, já que não foi registrado nenhum óbito em Cuiabá até a manhã desta quinta-feira (9).

O informe epidemiológico será divulgado uma vez por semana e é elaborado pela diretoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, em parceria com o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Mato Grosso. O objetivo é monitorar o padrão de morbidade e mortalidade e descrever as características clínicas e epidemiológicas dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave pelo Coronavírus. O relatório foi elaborado tendo como base casos até o dia 4 de abril  de residentes em Cuiabá.

Até essa data, Cuiabá contabilizava 37 casos confirmados, sendo 33 residentes na Capital, dois em Várzea Grande e dois em Poconé. Pelo boletim da Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgado na tarde desta quarta-feira (8), os casos confirmados já chegam a 50 na Capital.

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Dos 33 primeiros casos confirmados em cuiabanos, a idade média verificada foi de 44 anos, sendo o paciente mais novo com quatro anos e o mais velho com 63 anos. A maioria dos casos se concentra no grupo de 30 a 59 anos (29; 87,8%) especialmente entre 40 e 49 anos (14). Há somente dois casos em idosos.

A maioria das notificações foi proveniente de hospitais privados (60,5%), seguidos pelas unidades públicas Adauto Botelho/Policlínicas/UPA/HMC/HPSC/HUJM (31,4%) e Vigilância Epidemiológica (8,1%).

Casos confirmados de residentes em Cuiabá-MT

Os primeiros sintomas ocorreram em 12 de março, sendo o primeiro caso notificado no dia 14 de março. O intervalo médio entre os primeiros sintomas e a notificação foi de 5,23 dias.

Entre os sintomas, destacaram-se febre, referida por 77,8% (14) dos casos e tosse, citada por 72,2% (13). Dispneia (5), cefaleia (1), dor de garganta (1), dor orbital (1) e mialgia (1) foram outros sintomas presentes. Somente cinco indivíduos referiram comorbidades isoladas ou associadas, entre elas prevaleceram diabetes (2) e hipertensão (2), sendo citadas ainda cardiopatias (1), hepatopatia (1), leucemia (1), imunodeficiência (1).

A taxa de internação foi de 57,6% (19 casos) e entre os que se conhece a evolução (23), pouco mais da metade (12) recebeu alta e/ou foi curado e os demais (11) continuam hospitalizados.

De acordo com Flavia Guimarães, Gerente de Vigilância em Doenças e Agravos Transmissíveis esse é um trabalho importante, que será divulgado semanalmente para construírem uma base de dados sobre a doença e como ela afeta a população de Cuiabá. “A doença ainda é muito nova e não temos dados suficientes para respondermos todas as questões sobre o vírus. Esses dados que estamos compilando serão muito úteis para começarmos a construir estudos que possam nos nortear acerca do melhor caminho a ser tomado para o controle desta pandemia”, comentou Flavia.

Fonte: Repórter MT