Celulares custariam R$ 400 mil no “mercado interno” da PCE, afirma Stringueta

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Os 86 aparelhos celulares que seriam infiltrados na Penitenciária Central do Estado (PCE), custariam cerca de R$ 400 mil no “mercado interno”, a afirmação é do delegado Flávio Stringueta da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Segundo o delegado, a informação foi confirmada com a prisão dos diretores da unidade e os policiais, nesta manhã em decorrência da operação Assepsia.

A informação foi confirmada depois das prisões de três policiais militares e dois agentes penitenciários. Os servidores são suspeitos de tentarem repassar aparelhos para os detentos da unidade penitenciária.

As investigações começaram após o dia 6 de junho, quando 86 aparelhos celulares, dezenas de carregadores, chips e fones de ouvido foram apreendidos. Todo o material estava acondicionado dentro da porta de um freezer, que foi deixado naquela unidade para ser entregue a um dos detentos.

Equipes da GCCO estiveram na PCE e verificaram que não havia nenhum registro de entrada ou sequer informações acerca da entrega do referido eletrodoméstico.

Diante dos fatos e da inconsistência das informações, todos os agentes penitenciários presentes foram conduzidos até a Gerência e questionados sobre os fatos. No mesmo dia, a autoridade policial determinou a apreensão das imagens do circuito interno de monitoramente da unidade, que foram extraídas por meio da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Por meio dos depoimentos, da análise das imagens e conteúdo de aparelhos celulares apreendidos e ainda, da realização de diversas diligências, foi possível identificar e comprovar de maneira robusta, que três policiais militares, dentre eles um oficial de carreira, foram os responsáveis pela negociação e entrega do freezer recheado com os celulares.

Fonte: Cuiabano News