Pivetta aposta em reforço policial para conter avanço dos feminicídios em MT

Pivetta aposta em reforço policial para conter avanço dos feminicídios em MT
Otaviano Pivetta, Governador de MT - Foto: Christiano Antonucci

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que a incidência de feminicídio em Mato Grosso o “entristece profundamente” e defendeu aumentar a proximidade entre polícia e população. O chefe do Executivo estadual disse estar infeliz com os números registrados apesar de a polícia ser efetivamente presente nos municípios.

“É um fato lamentável. Nos entristece profundamente, mas o estado está atento. Nossas forças de segurança estão em todos os lugares. Infelizmente, Mato Grosso tem índices muito elevados, não estamos satisfeitos”, pontuou ao ser questionado na sexta-feira (24) sobre como avalia a violência contra a mulher no estado.

O relatório “Retrato dos Feminicídios no Brasil”, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) na última semana, revelou que Mato Grosso encerrou o ano de 2025 como o terceiro estado com a maior taxa de feminicídios por proporcionalidade habitacional no Brasil, ao registrar 53 mulheres assassinadas por razões de gênero.

A evolução dos casos apurados pelas forças policiais revela uma escalada contínua das mortes no estado: em 2021: foram 43 mulheres mortas; em 2022: 47, em 2023: 46; em 2024: 47 e em 2025: 53.

O governador também citou que o fluxo anual de imigrantes em Mato Grosso dificulta os monitoramentos relativos à segurança. Ele deu essa declaração durante a posse de doze policiais civis e destacou que o chamamento visa fortalecer o enfrentamento contra os feminicídios.

“É bom lembrar que MT é o único estado brasileiro que está recebendo um fluxo migratório de 8% a 10% ao ano. É muito difícil ter controle e ordem em um território em que, de 100 pessoas, chegam 10 novas de todos os lugares. Esse fenômeno acontece só aqui e estamos atentos”, relatou.

Pivetta, por fim, destacou a importâncias das Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher e “socorrer” os mato-grossenses, fortalecendo a segurança.

“Esse chamamento dos delegados e as delegacias da mulher é para isso [combater os feminicídios]. Estamos fazendo o possível para socorrer nosso povo, dar segurança à população e colocar a polícia próxima da sociedade”, completou. (Repórter MT)