Abilio cobra apoio do MP e da Justiça para retirar moradores de rua do túnel da rodoviária de Cuiabá
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que depende do apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário para retirar as pessoas em situação de rua que ocupam o túnel localizado nas proximidades da Rodoviária da Capital. Segundo ele, a Prefeitura já presta assistência social às pessoas que vivem no local, mas está impedida de promover a desocupação sem respaldo dos órgãos de controle.
A declaração foi dada ao comentar a situação do espaço, onde há acúmulo de lixo e presença constante de usuários de drogas, apesar das ações periódicas realizadas pelo município.
Abilio defendeu uma atuação conjunta entre Prefeitura, Ministério Público, Poder Judiciário e Governo do Estado para retirar os ocupantes do túnel e encaminhá-los para um local considerado adequado.
“O ideal seria que a gente tivesse o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário para retirar as pessoas daquele espaço, para que elas pudessem ser realocadas para qualquer outro local que fosse de desejo delas, de maneira apropriada”, disse.
O prefeito argumentou que o problema vai além da questão estética e envolve riscos à saúde pública. Segundo ele, o local não possui infraestrutura básica de saneamento.
Abilio lembrou que, no início de sua gestão, levou representantes do Judiciário e do Ministério Público para conhecer a situação no local, mas disse que, posteriormente, a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) limitou a atuação da Prefeitura.
O prefeito afirmou que a ocupação tem se agravado e voltou a pedir apoio institucional para encontrar uma solução definitiva. “Eu acredito que, se a gente tiver o apoio, numa ação conjunta do Ministério Público, do Governo do Estado e do Poder Judiciário, a gente vai dar uma solução para isso”, disse.
Ao final, Abilio reforçou que a intenção não é apenas retirar as pessoas do local, mas encaminhá-las para um ambiente mais adequado até que aceitem tratamento e deixem a situação de rua.
“Não é só para deixar bonito. A gente pode achar um local mais apropriado para que essas pessoas possam migrar até que decidam buscar um tratamento de saúde para sair dessa vida. Caso não tenha esse apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário, infelizmente eu não posso tomar nenhuma decisão sobre isso”, concluiu. (Olhar Direto)