Pivetta afirma que mulheres ganharam espaço no governo por competência e nega critério de gênero

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Otaviano Pivetta - Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Após tomar posse como governador e aumentar significativamente a presença feminina no primeiro escalão do governo do Estado, Otaviano Pivetta (Republicanos), negou se basear em qualquer política de “cotas” ou de representatividade de gênero, e afirmou que levou em consideração unicamente a qualificação técnica de cada uma das mulheres nomeadas.

“Não foi por gênero, foi pela competência, pela trajetória, pelo currículo. Todas elas que foram nomeadas foi porque eu acredito que são as melhores”, declarou à imprensa nesta terça-feira (14).

Na gestão do ex-governador Mauro Mendes (União), três mulheres ocupavam secretarias no governo: Laice Souza, na Comunicação; Mauren Lazzaretti, na Secretaria de Meio Ambiente; e Andréia Fujioka, na Agricultura Familiar. Com a reformulação administrativa, passaram a integrar o primeiro escalão Flávia Emanuelle, na Educação; Mayran Beckman, no Desenvolvimento Econômico; e a coronel Suzane Tamanho, na Segurança Pública.

Além disso, a sargento Adriana Rodrigues foi nomeada para comandar o Gabinete Militar, tornando-se a primeira mulher da história a ocupar o cargo em Mato Grosso.

Segundo o governador, a maior presença feminina na gestão é uma consequência natural da composição do funcionalismo público, já que, conforme afirmou, as mulheres representam cerca de 65% dos servidores estaduais. “É natural que tenham bastante mulheres, porque o percentual dos servidores públicos do estado e dos municípios, se vocês repararem, é majoritariamente mulher”, disse.

Ao comentar a composição do novo staff em entrevista anterior a um veículo de rádio, Pivetta também relembrou sua experiência como prefeito de Lucas do Rio Verde, município onde governou por três mandatos, e afirmou que já mantinha mulheres em posições estratégicas naquela época. “Essa experiência mostrou que as mulheres têm competência, preparo e responsabilidade para cargos de liderança”, afirmou. (Leiagora)

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