Pivetta promete concurso para guardas municipais: “Cerco ao crime”

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Otaviano Pivetta - Crédito - Mayke Toscano/Secom-MT

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que prepara um programa para criar guardas municipais em cidades estratégicas como forma de reforçar o combate ao crime organizado em Mato Grosso.

Segundo ele, a proposta prevê a implantação de 30 guardas municipais nos 30 maiores municípios do Estado, com apoio direto do Executivo estadual. A iniciativa, que deve ser anunciada nos próximos dias, tem como objetivo “fechar o cerco” contra facções criminosas.

“Onde o Estado não chega, onde ele está desorganizado, o crime se organiza. […] No Mato Grosso não temos isso, mas vamos vacinar o Estado contra isso criando a polícia comunitária para fazer a segurança complementar e fechar o cerco contra qualquer iniciativa do crime”, afirmou à rádio Verde FM.

Pivetta ressaltou que a medida não representa concorrência com as forças de segurança já existentes, mas sim uma atuação complementar.

De acordo com o governador, o Estado ficará responsável por organizar os concursos públicos, além de oferecer treinamento, armamento, viaturas e estrutura necessária para o funcionamento das corporações.

A ideia, segundo ele, é incentivar prefeitos a aderirem ao programa e fortalecer a segurança pública em nível local.

O gestor também destacou que o modelo busca atrair moradores das próprias cidades para compor as guardas, ampliando o vínculo com a comunidade e tornando a atuação mais eficiente.

“Vamos atrair jovens homens e mulheres das próprias cidades, que vão ter oportunidade de ingressar nessa polícia municipal”, disse.

Durante a fala, Pivetta pontuou que apenas o aumento do efetivo das forças tradicionais não é suficiente para conter a criminalidade. Para ele, é necessário posicionar melhor os agentes e ocupar áreas onde o poder público ainda não atua de forma efetiva.

Como exemplo, citou o cenário do Rio de Janeiro, onde, segundo ele, a ausência do Estado em determinadas regiões contribuiu para o fortalecimento de organizações criminosas e a formação de um “estado paralelo”.

“Não adianta nos iludirmos que só com mais policiais a gente resolve, tem que ser os policiais certos no lugar certo. Tem muitos locais que o Estado não chega e é ai que o crime se organiza, então precisamos fazer com que as policiais que faltam ocupem esses lugares em que o Estado hoje não ocupa”, explicou. (Midianews)