O cantor Daniel Gonçalves, conhecido como MC Mestrão, é um dos alvos de uma operação da Polícia Civil contra uma facção criminosa que atua na região metropolitana de Cuiabá, deflagrada nesta terça-feira (31). Ele é investigado por ajudar a divulgar o grupo com músicas que exaltariam o crime organizado.
Ao todo, são cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e também em São Paulo (SP).
Segundo as investigações, o MC mantinha contato com integrantes de alto escalão da facção e frequentava locais usados como pontos de encontro do grupo. Além da atuação artística, ele também é suspeito de prestar apoio logístico, incluindo a ocultação de veículos de origem ilícita.
A Polícia Civil aponta que músicas do artista fazem menções à facção e chegam a citar integrantes e dinâmicas do grupo, o que levantou suspeitas de apologia ao crime organizado.

As apurações tiveram início após um caso de furto e receptação de defensivos agrícolas. A análise dos materiais apreendidos revelou a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de funções, controle territorial e movimentação de dinheiro por meio de terceiros.

Facção tentava criar reduto em Cuiabá
As investigações também identificaram que o grupo tentava consolidar um domínio territorial na região do Complexo Residencial Isabel Campos (CPX), com regras próprias e monitoramento da movimentação policial, estratégia semelhante à adotada por facções em grandes centros como Rio de Janeiro e São Paulo.
Apesar disso, os delegados destacaram que não há áreas em Mato Grosso onde a polícia não consiga atuar.
Batizada de Ruptura CPX, a operação tem como objetivo desmontar a estrutura da facção e impedir a formação de um poder paralelo na região. (Primeira Página)





