A deputada federal Gisela Simona (União-MT) encerrou sua agenda de março, mês simbólico da luta das mulheres, com um recado direto: Nenhum direito foi conquistado por concessão, e a vigilância segue sendo o único caminho para que avanços não retrocedam.
Ao longo de uma série de agendas institucionais que incluíram audiências públicas, fóruns, caminhadas e encontros políticos, a parlamentar reforçou que a igualdade de gênero ainda está longe de ser uma realidade concreta no Brasil e que a mobilização permanente é o que sustenta cada avanço já obtido.
No Congresso Nacional, Gisela reuniu mulheres de diferentes correntes ideológicas durante o seminário ‘Elas querem um Brasil mais inclusivo e diverso’ onde mais uma vez se posicionou pelo fortalecimento da presença feminina na política, inclusive, como estratégia central para ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.
Já em Mato Grosso, a deputada participou de debate em um campo mais sensível: a proteção da vida. Em audiência pública na Assembleia Legislativa, com base em dados da Câmara Setorial Temática, ouviu atenta a exposição do relatório que aponta o crescimento alarmante da violência contra a mulher entre 2022 e 2025, revelando falhas estruturais na rede de proteção, sobretudo, a ausência de protocolos claros que garantam a integração entre os órgãos responsáveis.
Para a parlamentar, o enfrentamento à violência precisa começar antes do desfecho mais extremo. “A violência contra a mulher não começa no feminicídio. Ela é construída em etapas. E é na prevenção que está a chave para salvar vidas”, afirmou.
A agenda também incluiu articulações em Cuiabá, onde Gisela se reuniu com o Grupo Mulheres do Brasil, além de participação no Fórum Protagonismo Feminino: Caminhos e Desafios, na Câmara Municipal. No evento, a deputada fez uma defesa contundente em favor da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti(PL), que, segundo ela, vem sendo alvo recorrente de violência política de gênero.

Sem amenizar o tom, Gisela classificou como inaceitável a naturalização desse tipo de ataque. “Manifesto meu inteiro apoio à prefeita Flavia Moretti. Em um gesto de solidariedade, e independentemente de divergências partidárias, pois não podemos normalizar a violência. Sobretudo, precisamos cobrar de todos os partidos medidas concretas. E, quando necessário, afastar quem não compartilha desses princípios”, declarou.
Ao ainda destacar resultados da gestão da prefeita, ressaltando ações com impacto direto na vida da população, sobretudo nas regiões mais periféricas. “Tenho acompanhado entregas realizadas pela prefeita Flávia Moretti que, mesmo sem cifras milionárias, transformam realidades. Isso mostra o potencial das mulheres quando ocupam espaços de poder, mas também revela o quanto ainda precisamos avançar em unidade”, pontuou.
Gisela Simona também reforçou que a violência política de gênero é hoje uma das principais barreiras à participação feminina na política. E que embora o Brasil tenha avançado com a Lei nº 14.192/2021, que tipifica esse tipo de violência, a aplicação ainda enfrenta entraves.
Na avaliação da deputada, há uma reação em curso que tenta conter o protagonismo feminino, atingindo mulheres em diferentes níveis: vereadoras, prefeitas, deputadas e senadoras.
“O que vemos é uma tentativa clara de frear conquistas. E isso passa, necessariamente, pelo enfrentamento firme da violência política”, alertou.
Instituído pela Organização das Nações Unidas em 1975, o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, segue como marco global dessa luta. Mas, para Gisela, a data vai além da simbologia: é um chamado à ação contínua.





