
Quem passa pela ponte Júlio Müller, conhecida como Ponte Velha, sobre o Rio Cuiabá, não imagina a ‘comunidade invisível’ que vive debaixo dela. São várias casas de concreto, bem estruturadas, mostradas pelo influenciador mato-grossense Gabriel Soares.
Segundo o vídeo publicado nesta semana, as moradias seriam ocupadas por um grupo de ribeirinhos que vive da pesca no local, como aponta uma placa acima de uma das casas. O aviso também é de proibição de uso de drogas no ambiente.
As casas ficam a poucos metros da margem do rio que divide Cuiabá e Várzea Grande. Ao contrário de imagens do local que já circularam na internet em anos anteriores, as construções são de alvenaria, estruturadas com portas, janelas e móveis.
Intrigado com o que presenciou, Soares questiona se a população tem conhecimento daquela realidade social enfrentada pelos moradores embaixo da ponte, que é uma das mais movimentadas das cidades vizinhas. Além disso, ele chama a situação de “contraste absurdo, uma loucura”.
“Não é um ponto turístico, porém isso aqui carrega sobrevivência, história, cultura, é muito interessante isso daqui”, acrescenta o influencer no vídeo que já soma mais de 33 mil visualizações.
O influencer passou a ser reconhecido nas redes nos últimos anos por mostrar pontos turísticos, curiosidades e críticas sociais das cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
Veja vídeo:
Comunidade do outro lado
Anteriormente, essa comunidade já havia sido mostrada. Em dezembro de 2025, o Hemerson Rodrigues, que também seria ribeirinho, gravou um vídeo das casas do lado cuiabano do rio.
Nas imagens, é possível ver, inclusive, a presença de tijolos e pedras, que seriam utilizados para a ampliação ou manutenção das estruturas. O morador ainda afirma que ali as coisas são “diferenciadas” e chama as casas de “apartamentos”.
O que diz o poder público
O Primeira Página procurou representantes do poder público de Cuiabá e Várzea Grande, além do governo de Mato Grosso – responsável pela estrutura da ponte – para questionar a legalidade das moradias e possíveis auxílios disponibilizados aos moradores.
Entretanto, nenhuma das prefeituras se pronunciaram até o momento.
Já a Secretaria do Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) alegou que é responsável apenas pela estrutura da ponte, mas que não teria autoridade em relação à segurança dos moradores do local. (Primeira Página)
Veja o vídeo:




