Cuiabá tem alto risco de transmissão da dengue, chikungunya e zika

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Cuiabá apresenta alto risco de transmissão de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. É o que aponta o Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 26 e 30 de janeiro deste ano, pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com atuação das equipes de vigilância epidemiológica e agentes de endemias.

A inspeção abrangeu 11.271 imóveis distribuídos em 27 estratos do município.

De acordo com o monitoramento, o Índice de Infestação Predial (IIP) geral foi de 5,5, cerca de quatro vezes acima do preconizado pelo Ministério da Saúde (MS) que é de até 1% (baixo risco).

O IPP é obtido por meio da avaliação de densidade larvária (ADL).

Levando-se em consideração os estrados analisados, conforme a SMS, 19 (70,37%) deles foram classificados com índice elevado e oito (29,63%) com índice intermediário. Nenhuma região apresentou índice considerado baixo.

O Distrito Oeste, que abrange as comunidades do Distrito da Guia e do Sucuri, apresentou o maior IIP (15,6), seguido do Distrito Norte (9,2), que compreende bairros como o Nova Canaã (1ª, 2ª e 3ª etapas), Residencial Paraná, Três Barras e Altos da Glória.

Já em localidades como o Residencial Bosque dos Ipês, Residencial Paiaguás, Jardim Itapuã e Centro Político Administrativo, a infestação foi de 9,0.

Esse cenário levou a SMS a iniciar, ainda na terça-feira (24), um mutirão intersetorial de combate ao mosquito Aedes aegypti na região Norte.

A ação, que integra o Plano de Combate Intersetorial Contra as Arboviroses 2026, começou pelo Três Barras.

Ao todo, cerca de 280 servidores participaram da força-tarefa.

Segundo a SMS, a estratégia foi elaborada com base nos dados do LIRAa e no monitoramento epidemiológico, priorizando esses bairros com maior risco de transmissão. As atividades seguem até maio e deve contemplar todas as regiões da cidade.

Ao longo dessa semana, por exemplo, também serão atendidos o Altos do São Gonçalo (Norte); Parque Atalaia (Sul); Jardim das Oliveiras (Leste); Planalto, Novo Terceiro e Coophamil (Oeste).

E, na primeira semana de março, a ação abrange o 1º de Março (Norte); Parque Georgia e Nossa Senhora Aparecida (Sul); Jardim Alencastro (Leste); Bela Vista e Cidade Alta (Oeste).

Quanto ao tipo de recipiente, o levantamento apontou que os principais criadouros do mosquito Aedes aegypti seguem sendo as caixas d’água e/ou barris (40,5%), lixo descartado de forma irregular (23,1%) e objetos móveis, como vasos e pratos de plantas (22,1%).

OUTROS DADOS – Conforme o boletim epidemiológico publicado no último dia 20 deste mês, no acumulado de 2026, o município contabiliza 77 casos confirmados de dengue, sendo 49 casos autóctones, com taxa de incidência de 7,1 por 100 mil habitantes.

Há um óbito suspeito decorrente da doença em investigação.

Quanto à chikungunya são 31 casos confirmados neste ano, sendo 15 autóctones; e nenhum caso de zika. (Diário de Cuiabá)