
A aplicação do implante contraceptivo subdérmico, conhecido como Implanon, já está sendo realizada em 23 Unidades de Saúde da Família (USFs) de Cuiabá. Embora o método tenha começado a ser ofertado nessa segunda-feira (2) em toda a rede municipal, apenas essas unidades já contam com profissionais capacitados e estrutura organizada para fazer a inserção do dispositivo (veja lista abaixo).
As unidades estão distribuídas pelas regiões Oeste, Leste, Norte, Sul e zona rural da capital. Nas demais USFs, o atendimento às mulheres já ocorre, com acolhimento e avaliação, mas a inserção do implante depende da agenda da unidade e da conclusão do processo de capacitação das equipes.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 28 profissionais, entre médicos e enfermeiros, estão habilitados para realizar o procedimento. A prefeitura informou que a expectativa é ampliar gradualmente o número de unidades que realizam a inserção, até que todas consigam oferecer o serviço com o mesmo nível de agilidade.
Onde o implante já está sendo aplicado
Regional Oeste
- Santa Isabel
- Despraiado
- Cidade Alta
- Ribeirão da Ponte
- Ribeirão do Lipa
Regional Rural
- Coxipó do Ouro
- Barreiro Branco
Regional Leste
- Terra Nova
- Canjica
- Eldorado
- Jardim Imperial
Regional Norte
- Clínica da Família
- Ilza Terezinha Picolli
Regional Sul
- Jardim Industriário
- Parque Ohara
- São Gonçalo
- Nico Baracat I
- Nico Baracat II
- Parque Cuiabá I
- Parque Cuiabá III
- Pedra 90 1
- Pedra 90 IV
- Fortaleza
- Coxipó I
- Passaredo
Mesmo nessas unidades, a aplicação não é feita no mesmo dia da primeira procura. A paciente passa por consulta, entrevista e avaliação clínica e, se estiver apta, é incluída na agenda para o procedimento.
Aplicação gratuita pelo SUS
O implante anticoncepcional passou a ser oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Cuiabá nessa segunda-feira (2). O método tem duração de até três anos e faz parte da ampliação das ações de planejamento reprodutivo na atenção básica.
O atendimento segue critérios definidos pelo Ministério da Saúde, com prioridade para mulheres em situação de vulnerabilidade. Ainda assim, o método pode ser solicitado por mulheres em idade fértil, entre 14 e 49 anos, conforme a disponibilidade do insumo.
Além disso, o método pode ser utilizado por mulheres de todas as idades, incluindo aquelas que estão amamentando ou que não podem usar anticoncepcionais com estrogênio.
Após a inserção, a orientação é evitar esforço físico intenso com o braço onde o implante foi colocado e manter o curativo por 24 horas. Sintomas leves, como inchaço ou manchas roxas, podem ocorrer e costumam desaparecer em poucos dias.
Antes da inserção do implante, as pacientes passam por exames, incluindo o teste de gravidez (Beta-hCG), para garantir que não haja gestação em curso. O fluxo de solicitação, controle e reposição dos insumos também foi organizado para assegurar a continuidade do serviço. (G1 MT)




