Um esquema de venda ilegal de celulares dentro de unidade prisional na Região Metropolitana de Cuiabá transformou o presídio em ponto de comércio clandestino de aparelhos. Os dispositivos eram negociados por valores entre R$ 400 e R$ 800, conforme investigação. As apurações indicam que os aparelhos eram levados para o presídio com apoio de policiais penais investigados no caso.
O caso envolve o Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos, localizado em Várzea Grande, município que integra a Grande Cuiabá. Segundo o inquérito, um detento seria o responsável por articular a distribuição dos celulares dentro da unidade e intermediar os pagamentos.
Em algumas ocasiões, até oito celulares teriam sido vendidos de uma só vez. Após entrarem na unidade, os dispositivos eram escondidos e posteriormente repassados aos presos interessados.
O detento apontado como articulador organizava a venda interna e fazia a ponte entre compradores e servidores suspeitos de facilitar a entrada dos aparelhos. Ao menos seis pessoas são investigadas por associação criminosa, corrupção passiva e ingresso ilegal de aparelho telefônico em unidade prisional.
A investigação apura ainda se os celulares eram utilizados para manter comunicação externa e coordenar ações fora do sistema prisional. (Leiagora/Polícia Civil)





