Prefeitura vai doar kit’s com cloroquina para pacientes com casos leves da Covid-19

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O prefeito Robero Farias (PSD), de Barra do Garças (516 km de Cuiabá) anunciou que a Prefeitura do Município irá doar a partir de agora um kit contendo medicamentos, entre eles a cloroquina e a ivermectina, para que pacientes com sintomas leves da Covid-19 possam se tratar em casa. O uso da medicação, no entanto, precisará da prescrição de um médico. Barra do Garças registrou até o momento três mortes por conta da doença.

“Nós preparamos toda a saúde para recebermos o coronavírus. Agora, estamos ofertando à população desde que o médico prescreva, um kit para que a comunidade possa ser medicada em sua residência, se for um caso mais leve”, explicou Farias.

O kit é composto pelos seguintes medicamentos: azitromicina, ivermectina, dipirona e a cloroquina. “É polêmico, mas dependendo do estado que a pessoa estiver acometida, o profissional da saúde decidirá se irá recomendar. O importante é que os casos que estiverem sendo tratados em casa possam ser medicados sem gastos”, considerou o prefeito.

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Esta semana, – a mando do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – coube ao ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, liberar a cloroquina para todos os pacientes de Covid-19. Em documento divulgado nesta quarta-feira com o novo protocolo, o Ministério recomenda a prescrição do medicamento desde os primeiros sinais da doença causada pelo coronavírus. Vale lembrar que os dois últimos ministros, Nelson Teich e Luiz Henrique Mandetta, pediram demissão justamente para não assinar tal documento.

Na prática, com o novo protocolo, o governo autoriza que médicos da rede pública de saúde receitem a cloroquina associada ao antibiótico azitromicina logo após os primeiros sintomas da doença, como coriza, tosse e dor de cabeça. As doses dos medicamentos se alteram conforme o quadro de saúde. “Os critérios clínicos para início do tratamento em qualquer fase da doença não excluem a necessidade de confirmação laboratorial e radiológico”, diz o documento do Ministério da Saúde.

Até então, o protocolo do Ministério da Saúde era mais cauteloso e seguia o que dizem sociedades científicas. A droga pode causar efeitos colaterais graves, como parada cardíaca. Esse é um dos motivos para a resistência de comunidades de saúde em recomendar a cloroquina sem acompanhamento médico.

O medicamento ivermectina, que também está no kit preparado pela Prefeitura de Barra do Garças, também já foi motivo de polêmica. Isto porque a droga, tradicionalmente, é usada contra vermes e piolhos. A Ivermectina está nas listas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é produzida para o tratamento de doenças parasitárias. Entre os efeitos colaterais do medicamento estão “náusea, vômitos, dor abdominal e até mesmo lesão hepática”.

Fonte: Olhar Direto