Polícia apreende Porsche de R$ 1 milhão com mulher de líder de facção em MT

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O carro pertence ao faccionado G.R.S., conhecido como “Vovozona”, apontado como uma das lideranças de uma organização criminosa com atuação na região sul do estado Foto: RMT

Um Porsche Panamera preto, avaliado em cerca de R$ 1 milhão, foi apreendido pela Polícia Civil de Mato Grosso na tarde de terça-feira (10), em Campo Grande (MS). O carro pertence ao faccionado G.R.S., conhecido como “Vovozona”, apontado como uma das lideranças de uma organização criminosa com atuação na região sul do estado.

De acordo com a Polícia Civil, o carro estava registrado em nome de E.C.N., esposa de “Vovozona”, que também é apontada como integrante do esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado à facção criminosa.

O carro de luxo era alvo de ordem judicial de sequestro de bens, expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – Polo de Rondonópolis, no âmbito das investigações da Operação Imperium, deflagrada em fevereiro pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá.

O automóvel foi localizado durante trabalho conjunto das equipes da GCCO/Draco com o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, na capital sul-mato-grossense.

Operação Imperium

A apreensão está relacionada às investigações da Operação Imperium, deflagrada no último dia 10 de fevereiro, com o objetivo desarticular o núcleo financeiro de uma facção criminosa com atuação na região sul do estado, responsável pela gestão e movimentação de recursos provenientes de atividades ilícitas.

Durante a operação foram cumpridos diversos mandados judiciais, entre prisões, buscas e sequestro de bens, com foco em atingir a estrutura patrimonial utilizada para sustentar e fortalecer a atuação da organização criminosa.

Lavagem de dinheiro

As investigações demonstraram que empresas situadas em Rondonópolis (área de maior influência e atuação do faccionado) eram registradas com o seu nome falso e em nome de pessoa diretamente ligada a ele. No esquema de lavagem, as empresas recebiam dinheiro de integrantes da facção e reintroduziam em circulação, para compra de veículos, imóveis e repasses dos lucros aos membros da facção.

“Vovozona”

Considerado criminoso de alta periculosidade e apontado como liderança da facção criminosa em Rondonópolis e região, o faccionado fugiu do Centro de Ressocialização Industrial Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, no dia 14 de julho de 2023, quando ele e outro reeducando tiveram a saída autorizada da penitenciária, supostamente para realizar serviço extramuros e não retornaram à penitenciária.

Após a fuga, a investigação constatou que o foragido, sua esposa e pessoas sob sua influência direta faziam uso de diversos documentos falsos para abertura de contas bancárias e empresas de fachada, com o objetivo de movimentar dinheiro oriundo do crime e adquirir bens móveis e imóveis, para uso pessoal e demonstração de riqueza.

Operação Pharus

A ação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.

Renorcrim

A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade. (Repórter MT)