PM abre investigação e apura denúncia de que menor foi estuprada por policiais

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Foto: Ilustração

Polícia Militar de Mato Grosso informou que abriu um procedimento administrativo, por meio da Corregedoria-Geral da PMMT, para apurar a denúncia de estupro supostamente cometido por dois policiais militares contra uma estudante de 16 anos em Peixoto de Azevedo (691 km ao norte de Cuiabá).

Em nota encaminhada ao Gazeta Digital, a corporação afirmou que, assim que teve conhecimento do caso, prestou suporte à vítima, encaminhando-a para registro do boletim de ocorrência e realização de exame de corpo de delito.

Em nota, a PM reforçou que não compactua com nenhum tipo de crime cometido por parte de seus integrantes e garantiu que os fatos serão apurados de forma rigorosa.

Crime na rua

De acordo com a denúncia, a adolescente foi abordada por uma viatura da PM na noite de 27 de fevereiro, enquanto voltava da escola em uma motocicleta. O crime teria ocorrido dois dias após ela completar 16 anos e só veio à tona nesta terça-feira (3).

Segundo o relato, os policiais impediram que a jovem ligasse para a mãe e mandaram que ela seguisse com a moto, prometendo acompanhá-la. Em um ponto próximo à UPA de Peixoto de Azevedo, em local ermo, os militares teriam ordenado que ela parasse novamente.

A vítima contou que um dos suspeitos segurou seu braço, arrancou sua blusa à força e cometeu o estupro, sem penetração. Durante o ato, que teria durado cerca de 20 minutos, o agressor dizia frases como “é isso que você merece”. Ela ainda ficou com uma lesão no seio.

Após o crime, a dupla teria ameaçado a jovem, dizendo que, caso contasse a alguém, seria perseguida e morta. Eles ainda procuraram câmeras de segurança na região.

Leia a nota na íntegra:

“A Polícia Militar de Mato Grosso informa que abriu procedimento administrativo, por meio da Corregedoria-Geral, para apuração completa dos fatos e identificação dos supostos militares envolvidos na denúncia.

A corporação também informa que, ao tomar conhecimento da denúncia, prestou suporte à vítima, encaminhando a denunciante para registro de boletim de ocorrência e exame de corpo delito.

A PMMT reforça que não coaduna com nenhum tipo de crime cometido por parte de seus integrantes”.  (Gazeta Digital)