Movimento de alta pega motoristas de surpresa em Cuiabá e VG

Fonte:

A semana começou com a inversão da tendência de preços para os combustíveis. O movimento de alta, especialmente sobre os valores de bomba do etanol hidratado, pegou motoristas de surpresa e pode estar ‘abocanhando’ uma economia que chegava a R$ 15, a cada 50 litros abastecidos.

Estabelecimentos em Cuiabá e Várzea Grande que estavam na chamada ‘promoção’ alteraram os preços. Essa variação gera incremento de até R$ 0,30 por litro, dependendo do que estava sendo praticado na última semana. Conforme monitoramento realizado pelo Cuiabano News, desde maio, o menor valor bomba chegou a R$ 2,09 nesse mês. Um posto da Avenida Artur Bernardes no bairro Ipase, em Várzea Grande, operou na semana passada inteira nesse piso, mas hoje já cobrava R$ 2,39 pelo litro.

Postos que revendiam o litro entre R$ 2,11, R$ 2,15 e R$ 2,17, mantiveram o valor de bomba nessa semana. A maior parte das alterações veio de revendas que haviam reduzido em cerca de R$ 0,20 a R$ 0,30 o valor do biocombustível ao consumidor. O preço mais comum retornou ao patamar de R$ 2,29 e R$ 2,39.

Matéria continua após a publicidade

Esse vai-e-vem de preços sobre o litro do etanol reflete o que o mercado batizou de ‘Guerra de Preços’, uma estratégia, até corriqueira dos postos. Ela começa quando algum posto precisa movimentar o fluxo de caixa e para isso abre mão de certa margem de lucro. Reduz o preço na bomba e espera ganhar com o volume de combustível comercializado. Essa prática reverbera no mercado, especialmente entre estabelecimentos mais próximos, que para não perder o cliente, também reduz margens e isso às vezes ganha uma proporção significativa no segmento, favorecendo o consumidor.

“A estratégia é bastante particular e depende da condição financeira de cada revendedor e seus objetivos com a ‘promoção’. A gente não sabe quando vai começar e tão pouco quando termina”, explica uma fonte, que representa um posto localizado em Várzea Grande.

DESEMBOLSO – E justamente por não saber quando começa ou quando termina é se os motoristas são pegos de surpresa tanto de forma positiva, como nos últimos dias, como de maneira negativa, como ocorre nesse início de semana.

De junho para cá, os motoristas se depararam com preços de bomba variados, a queda gradativa foi perceptível, especialmente no bolso e ampliou a diferença de valores entre as revendas. Houve caso, como registrado pelo Cuiabano News, em o litro podia ser encontrado na bomba por R$ 2,47 e pouco metros a frente, a R$ 2,19.

Nas últimas semanas, revendas localizadas nas duas cidades refletiam o peso da safra cheia de cana-de-açúcar com a redução do litro do etanol nas bombas, o que em muitos casos veio acompanhado de retração sobre o litro da gasolina. De R$ 2,69 como no começo do ano, o litro do biocombustível veio perdendo força a partir de abril com início da moagem da cana e passou a R$ 2,59, R$ 2,49 e em meados de maio a R$ 2,39, R$ 2,29 e em junho, passou a contabilizar menores valores ainda, abaixo da casa dos R$ 2,20. Em julho veio o menor preço do ano: R$ 2,09.

Considerando o menor e o maior valor encontrado no varejo – pós início de safra – temos o litro comercializado a R$ 2,39 e a R$ 2,09. De cara, uma diferença positiva para o consumidor de R$ 0,30. Essa economia pode totalizar R$ 15. Em uma ‘tanqueada’ de 50 litros, o custo vai a R$ 119,50, com o etanol a R$ 2,39. Já a R$ 2,09, os mesmos 50 litros saem por R$ 104,5, daí a diferença de R$ 15.

Levando em conta as últimas cotações de bomba para o biocombustível nas duas cidades – R$ 2,39, R$ 2,29, R$ 2,17, R$ 2,15 e R$ 2,09 – o consumidor viu o desembolso pelos 50 litros passar de R$ 119,5 para R$ 114,5, R$ 108,5, R$ 107,5 até R$ 104,5.

Nessa ‘Guerra de Preços’ o litro da gasolina pegou carona. Comercializado por até R$ 4,29, o derivado de petróleo pôde ser encontrado por ‘velhos’ R$ 3,99. Com a movimentação do etanol, os valores também retornaram aos patamares anteriores, mas ainda há certo fôlego, com valores de bomba de R$ 4,05 e R$ 4,09.

Fonte: Cuiabano News