Morto a tiros, ‘Cowboy’ seria preso em operação que investiga homicídio

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Reprodução/Estadão

Rodrigo Belarmino Fulgencio, o Cowboy, está entre os alvos de mandado de prisão no âmbito da Operação Halosis, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (11). Rodrigo foi assassinado dentro de um bar de Comodoro no sábado (7). Ele seria alvo da operação por envolvimento num outro homicídio registrado no município em novembro de 2025.

Além dele, também foram alvos Pedro Henrique da Silva, Willian Costa Lopes, Gilmar Ferreira Rodrigues, Marcos Vinicius Santos de Souza e Diogo da Silva Santos, segundo a Polícia Civil.

A operação foi desencadeada nas cidades de Comodoro, Campos de Júlio, Nova Lacerda e Cuiabá. Na operação, os policiais apreenderam armas, munições, entorpecentes, documentos e dispositivos eletrônicos vinculados aos crimes investigados.

ASSASSINATO GRAVADO

Vídeo registrou o momento em que Rodrigo é assassinado a tiros à queima roupa dentro do bar. Nas imagens é possível ver que Rodrigo, conhecido como “Cowboy”, estava jogando sinuca com mais quatro homens quando o suspeito, vestindo casaco cinza, luvas, calça escura e capacete entra no bar empunhando a arma. Ele se aproxima e começa a disparar contra a vítima.

Em desespero, a esposa de Rodrigo empurra o atirador e leva um tiro que, segundo as informações oficiais, foi atingida na região do pescoço. A mulher foi socorrida com vida pela equipe médica do Hospital Municipal.

CRIME E OPERAÇÃO

Já o crime que deu origem à Operação Halosis, que deveria prender Rodrigo nesta quarta, ocorreu em novembro de 2025 quando um homem foi morto em uma emboscada enquanto trafegava de motocicleta pela via pública.

Os criminosos estavam em um veículo, quando efetuaram diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, que não resistiu aos ferimentos.

A investigação apurou que o homicídio foi resultado de uma ação planejada e coordenada no interior de uma facção criminosa.

Os policiais obtiveram imagens da vítima que haviam sido compartilhadas via aplicativo de mensagens entre os suspeitos antes da execução, evidenciando a premeditação do crime.

As comunicações revelaram, ainda, que um dos investigados, preso no sistema penitenciário, exercia função de comando e articulação da operação à distância. (HNT)