Menino de 8 anos tem dedo decepado em Escola Municipal de Cuiabá

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Uma criança de 8 anos de idade teve o dedo de uma das mãos decepado em acidente ocorrido na Escola Municipal Agostinho Simplício de Figueiredo, no Bairro Poção, em Cuiabá, na última segunda-feira (24).

Procurada, a Secretaria Municipal de Educação informou que o ferimento foi causado por um outro aluno e lamentou o episódio, dizendo que não coaduna com nenhum tipo de violência nas escolas.

“A Secretaria de Educação lamenta o episódio ressaltando que não coaduna com nenhum tipo de violência nas escolas. A direção da escola deu total apoio à família para o atendimento médico ser prestado com urgência ao aluno ferido. A direção escolar já advertiu o aluno responsável pelo ferimento comunicando à família do caso”, disse.

O caso

Por volta das 15h30 de segunda-feira, a mãe foi informada pela escola que o filho havia sido encaminhado à UPA do Jardim Leblon. A equipe escolar teria pedido calma e dito que “nada grande” teria acontecido.

Ao chegar à UPA, a mãe encontrou a criança acompanhada pela professora e por um inspetor de pátio. Ela relatou que, nesse momento, não sabia da amputação e não foi informada que o dedo estava enrolado em um papel dentro da bolsa.

A mãe relata que a diretora da escola teria ficado apenas cinco minutos no local, justificando que precisava dar aula em outra unidade por ser também pedagoga. Sem suporte da escola, a família precisou levar a criança até o HMC em um carro de aplicativo.

Foi apenas quando o menino recebeu um encaminhamento para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) que ela descobriu que o dedo do filho estava decepado após ser pedido para assinar um termo de que o dedo teria que ser amputado. “Eu estava crente que era um pedacinho da unha, mas era um pedaço do dedo”, desabafou.

Ela detalhou que um pedaço do dedo ainda estava enrolado em uma pano descartável de limpar poeira preso à mão do menino, enquanto a parte que foi totalmente decepada estava enrolada em um papel dentro de uma bolsa. Quando descobriu isso, ela disse que  correu para recuperar o pedaço do dedo e implorou ao médico que tentasse o reimplante.

O médico, então, realizou o procedimento de recolocar e costurar o dedo no lugar. No entanto, ele não garantiu o sucesso da operação e alertou para um alto risco de rejeição, já que o membro não foi conservado em gelo e sua condição era precária.

“Ele falou pra gente retornar depois de uns dias para verificar a aceitação. Pode acontecer de precisar amputar caso rejeite. Ele está tomando muito antibiótico”, contou a mãe. Eu vou fazer o que for preciso pra ele ter os direitos dele”.

O caso foi revelado pelo programa SBT Comunidade nesta sexta-feira (28) e confirmado pelo Olhar Direto neste sábado (29). (Olhar Direto)