Mauro detona promessa de WF de pagar RGA da Covid: ‘Taques 2’

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O governador Mauro Mendes (UB), em entrevista na manhã desta quarta-feira (11), criticou promessas feitas por pré-candidatos ao Palácio Paiaguás, que incluem cortes em tributos e o pagamento de percentuais de anos anteriores da Revisão Geral Anual (RGA), que pode chegar a 23%. Segundo ele, este tipo de postura fará com que os cofres do Governo do Estado “quebrem”, lembrando como exemplo a gestão de seu antecessor, o ex-governador Pedro Taques (PSB).

Um dos alvos das críticas feitas por Mauro Mendes é o senador Wellington Fagundes (PL), que recentemente publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando que esta dívida com funcionalismo tem que ser honrada. O parlamentar afirmou que a RGA deveria ser um compromisso de todos os governadores.

No vídeo, Wellington afirmou que quem “não honrou, errou”. “Dívida tem que ser honrada por qualquer cidadão. Imagine o governo, tem que dar oexemplo. Portanto, honrarei com o RGA. É compromisso meu e, claro, tem que ser compromisso de todos os governadores. Quem não honrou, errou”, afirmou o parlamentar.

Hoje, Mauro reagiu a proposta do pré-candidato ao Governo, que deve enfrentar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). “Acho engraçado alguns políticos. Eles querem reduzir receita e aumentar despesa. Vai quebrar o Estado. Político assim quebra o Estado. Pedro Taques quebrou e o Wellington está tomando o mesmo caminho. É isso que ele quer? Quer ser o Pedro Taques dois?”, explicou.

Mauro ainda questionou uma proposta da deputada estadual Janaína Riva (MDB), pré-candidata ao Senado e nora de Wellington Fagundes, para manter o Fethab congelado. “Vi um aí que propôs acabar com o Fethab, ou seja, tirar R$ 3 bilhões de arrecadação, e dar a RGA, que coloca R$ 4 bilhões de despesa. No segundo ano, Mato Grosso está quebrado”, alertou Mauro Mendes.

A chamada ‘RGA da Covid’ é composta por reajustes inflacionários não pagos em 2019, quando o aumento foi vetado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) por conta da extrapolação do limite de gastos com pessoa previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Este percentual, atualmente, é de 19,52% e inclui ainda a não concessão nos anos de 2020 e 2021, por conta da lei federal que proibiu revisões salariais por conta da pandemia. (Folhamax)